Mostrando postagens com marcador tráfico de drogas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tráfico de drogas. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Bandidos fugiram 

do Alemão pelo esgoto, 

diz delegado


Rio - O delegado titular da 14ª Delegacia de Polícia (Leblon), Fernando Veloso, que participa hoje das operações de busca a traficantes, drogas e armas no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, afirmou que criminosos utilizaram a rede de esgoto e as galerias de águas pluviais como rotas de fuga. "A prova disso é que, após uma informação de um morador, prendemos oito criminosos em uma tubulação de esgoto na noite de ontem", disse.
O delegado também contou que criminosos roubaram uniformes de funcionários das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, e de concessionárias que atuam no conjunto de favelas, na zona norte do Rio. A polícia ainda apreendeu, no início da tarde, três pistolas automáticas na Favela da Grota. Em outra localidade, um homem ainda não identificado foi preso.
Ontem, sete dias após o primeiro ataque da semana de terror no Rio, 2.700 homens das Polícias Civil, Militar e Federal e das Forças Armadas entraram no Complexo do Alemão. Não houve o combate que se esperava. Tampouco foram presos os chefes do tráfico da Vila Cruzeiro, Fabiano Atanazio, o FB, e do Alemão, Luciano Martiniano da Silva, o Pezão.

FONTE: UOL / AG. ESTADO
Notícia divulgada em 29.11.2010

Com setor de inteligência 

e informantes, 

PM tenta contabilizar 

número de traficantes 

escondidos no Alemão


Principal mistério entre os moradores na região do Complexo do Alemão (zona norte do Rio de Janeiro), o número de traficantes que ainda permanecem escondidos na comunidade ocupada é uma incógnita para a própria Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro.
 
“Qualquer pessoa que falar um cálculo estará chutando. Não se tem nada sobre isso. Não existe metodologia. É impossível saber neste momento”, afirmou ao UOL Notícias o major Ronaldo Martins, sub-coordenador de comunicação social da corporação.
 
Segundo ele, análises ainda estão sendo feitas pelo setor de inteligência da PM, usando como bases estimativas anteriores à invasão e informações que estão sendo passadas por informantes infiltrados nas favelas da região.
 
Até semana passada, a PM divulgava que, em uma suposição, cerca de 600 homens estariam no domingo (28) nos morros do complexo, quando houve a invasão e retomada dos territórios pelo Estado.
 
Uma das únicas pessoas que poderia desvendar o mistério sem risco de supervalorizar ou minimizar o efetivo real de traficantes, o coordenador-executivo da ONG AfroReggae, José Junior, falou sobre o assunto na edição de segunda-feira (29) do jornal carioca “O Dia”.
 
Enviado ao Alemão no sábado (27) para tentar negociar uma rendição dos traficantes antes da entrada da polícia e do Exército, José Junior viu com os próprios olhos quantos e quem eram os membros do Comando Vermelho que estavam na comunidade.
 
“Havia algumas lideranças, umas 40 pessoas armadas, mas completamente desestruturadas, principalmente emocionalmente. Estavam desestimulados, desesperançosos para o confronto porque o Estado se organizou de forma que sabiam não ter possibilidade de reação”, disse ele.
 
Em sua análise, as especulações sobre a quantidade de traficantes estão equivocadas, principalmente nos dias anteriores à invasão das forças de paz. “Lá não tem 600 bandidos. Ali tem muito moleque, muita criança”, disse ele.
 
Entre os policiais que continuam rondando o Alemão, existe a hipótese de que muitas lideranças poderiam ter deixado o complexo de forma preventiva, logo após a tomada da Vila Cruzeiro na quinta-feira passada. Há várias hipóteses sobre como se deu essa debandada: cogita-se que eles tenham usado túneis para deixar o local ou mesmo alguns dutos de abastecimento de água e esgoto da região.
 
Há ainda a suspeita de que muitos bandidos poderiam ter deixado os morros disfarçados. Ontem, a reportagem conversou com policiais que continuavam revistando moradores nas saídas da comunidade. Eles assumiram que o trabalho é complicado. “Vem um adolescente, bem vestido, com pai e mãe do lado, e diz que está saindo para trabalhar ou estudar. Como vamos saber se ele é inocente? Muitos traficantes nasceram e nunca saíram da favela, então nem passagem policial têm”, afirmam.


FONTE: UOL / Arthur Guimarães - Enviado Especial do UOL Notícias - No Rio de Janeiro

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Falso médico é indiciado por morte de menina no Rio






O falso médico Alex Sandro da Cunha Souza, que atendia no Hospital RioMar, na Barra da Tijuca (zona oeste), foi indiciado por homicídio doloso --quando há intenção de matar-- da menina J., de cinco anos, no dia 13 de agosto.

Ele, que está foragido, responde ainda pelos crimes de falsidade ideológica, falsidade de documentos públicos, exercício ilegal da medicina e tráfico de drogas.


Segundo o delegado Luiz Henrique Marques Pereira, da DCAV (Delegacia da Criança e Adolescente Vítima), o estudante de medicina assumiu o risco ao atender a criança. "Ao se passar por médico, ele assumiu a responsabilidade. Não fez o atendimento adequado, sequer pediu exames necessários. Ele assumiu todo o risco, o que representa homicídio doloso", afirmou.



A menina era alvo de disputa judicial dos pais. O caso começou a ser investigado pela polícia depois que a mãe da menina, a médica Cristiane Ferraz, suspeitou que ela tivesse sido vítima de maus tratos. A criança estava provisoriamente com o pai, o serventuário da Justiça André Rodrigues Marins.



A vítima foi levada por três vezes ao hospital RioMar. Na última, foi liberada ainda desacordada. Como não recobrou a consciência, foi transferida para outra unidade de saúde. Ela ficou internada em coma desde o dia 19 de julho, no hospital Amiu, em Botafogo (zona sul). Morreu no dia 13 de agosto.



A pediatra Sarita Fernandes Pereira, que está presa desde o dia 14, também foi indiciada pelos mesmos crimes que Alex Sandro da Cunha. O delegado, responsável pelas investigações, disse que o falso médico recebia ordens dela.



O inquérito foi concluído na noite de segunda-feira (30) e encaminhado ao Ministério Público do Rio de Janeiro. A polícia pediu que seja decretada a prisão preventiva dos dois acusados.




FONTE: FOLHA ONLINE / GABRIELA CANSECO - DO RIO