Mostrando postagens com marcador aviação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aviação. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Airbus do voo 447 bateu no oceano a 200 km/h; veja últimos minutos




O avião que fazia o voo 447 da Air France bateu no oceano Atlântico a uma velocidade de cerca de 200 km/h, segundo relatório preliminar divulgado nesta sexta-feira pelo BEA --órgão do governo francês responsável pela investigação do acidente. 


A tragédia ocorreu em 2009, durante o trajeto Rio-Paris, e causou a morte dos 228 ocupantes.


Segundo o relatório, entre as 22h59 e as 23h01 (horário de Brasília) do dia 31 de maio, o comandante do avião, Marc Dubois, estava na cabine do Airbus A330 e ouviu a conversa entre os copilotos David Robert e Pierre-Cedric Bonin.




Um deles diz: "O pouco de turbulência que você acabou de ver (...) devemos encontrar outras mais à frente (...). Estamos na camada, infelizmente não podemos subir muito mais agora porque a temperatura está diminuindo menos rapidamente do que o esperado". Em seguida, Dubois deixou a cabine. No relatório, o BEA não detalha quais atitudes foram tomadas por quais pilotos.






Segundo o BEA, o relatório descreve "de maneira factual a sequência dos acontecimentos que levaram ao acidente". As primeiras análises definitivas serão apresentadas somente no fim de julho. "Só depois de um trabalho longo e minucioso de investigação é que as causas do acidente serão determinadas e as recomendações de segurança serão emitidas, o que é a principal missão do BEA", informou o órgão.







VEJA COMO FORAM OS ÚLTIMOS MINUTOS DO VOO 447:





23h06min04s: o primeiro copiloto chama os comissários de bordo diz: "Em dois minutos devemos chegar a uma área mais agitada do que agora e devemos tomar cuidado lá". Ele acrescenta: "Eu aviso logo que sairmos de lá".






23h08min07s: o segundo copiloto propõe ao que pilota: "Você pode, possivelmente, levar um pouco para a esquerda". A aeronave começa uma ligeira virada para a esquerda --o desvio em relação à rota inicial é de cerca de 12 graus. O nível de turbulências aumenta ligeiramente, e a tripulação decide reduzir a velocidade.






A partir das 23h10min05s, o piloto automático é desativado e o copiloto diz: "Eu tenho os comandos". O piloto automático permanecerá desligado até o final do voo.




A aeronave se inclina para a direita, e o copiloto faz uma manobra à esquerda e tenta elevar o nariz. O alarme de "stall" (perda de sustentação aerodinâmica) dispara duas vezes.




Neste momento, os dados registrados na caixa-preta mostram uma queda acentuada na velocidade medida no lado esquerdo do avião --de 275 nós (509 km/h) para 60 nós (111 km/h).


Momentos depois, a mesma queda é mostrada nos instrumentos de bordo. A velocidade medida no lado direito do avião não foi registrada pela caixa-preta.






Às 23h10min16s, o segundo copiloto diz: "Perdemos as velocidades" e, em seguida, "alternate law". O "alternate law" indica que o fly-by-wire --sistema automático que impede que erros de pilotagem-- foi desabilitado.




O ângulo de ataque, ângulo entre o vento relativo e o eixo da aeronave, aumenta gradualmente para acima de 10 graus e leva o Airbus a uma trajetória ascendente. 




O copiloto realiza ações para abaixar o nariz do avião e manobras de inclinação alternadas à direita e à esquerda.




A velocidade de queda, que havia atingido 7.000 pés por minuto (128 km/h) cai para 700 (12,8 km/h). 




A inclinação varia entre 12 graus à direita e 10 graus à esquerda. A velocidade mostrada à esquerda aumentou brutalmente para 215 nós (398 km/h). A aeronave se encontra, então, a uma altitude de cerca de 37,5 mil pés (11.430 metros) e a inclinação do nariz é de cerca de 4 graus.




Apesar de o problema parecer resolvido, o piloto chama o comandante à cabine diversas vezes, a partir das 23h10min50s.






23h10min51s: o alarme de "stall" soa novamente. Os manetes do avião são colocados na posição "TO/GA" e o copiloto faz manobras para levantar o nariz. O ângulo de ataque, que estava em 6 graus quando o alarme soou, continua a aumentar. O estabilizador horizontal (THS) passa de 3 para 13 graus em cerca de 1 minuto, e permanecerá assim até o fim do voo.






23h11min06s: a velocidade mostrada no painel aumenta abruptamente para 185 nós (343 km/h), e é a mesma registrada no lado esquerdo do avião. O copiloto continua efetuando manobras para levantar o nariz. A altitude da aeronave atinge o máximo, 38 mil pés (11.582 metros), e o ângulo de ataque está 16 graus.






23h11min40s: o comandante Marc Dubois retorna à cabine. Em seguida, todas as indicações de velocidades se tornam inválidas e o alarme de "stall" para de soar.






Segundo o BEA, quando as velocidades medidas são inferiores a 60 nós (111 km/h), as medições do ângulo de ataque são consideradas inválidas e não são considerados pelo sistema de voo.




Quando são inferiores a 30 nós (55 km/h), os próprios valores de velocidade são considerados inválidos.




Neste ponto, o Airbus está a uma altitude de 35 mil pés (10.668 metros), e a velocidade de queda é de cerca de 10 mil pés por minuto (183 km/h). A inclinação do nariz não passa dos 15 graus e a rotação dos motores está perto de 100%. A aeronave sofre oscilações de inclinação que chegam a 40 graus. O piloto aciona o manche no limite para a esquerda e tenta levantar o nariz por cerca de 30 segundos.






23h12min02s: o piloto diz: "Eu não tenho mais nenhuma indicação", e outro responde: "Não temos nenhuma indicação que seja válida". Neste ponto, os manetes estão na posição "Idle", e a rotação dos motores está em 55%. 




Quinze segundos depois, o piloto faz novas manobras para levantar o avião. Nos instantes que se seguem, o ângulo de ataque cai, as velocidades tornam-se novamente válidas e o alarme de "stall" é reativado.






23h13min32s: o piloto diz: "Vamos chegar ao nível 100". Na aviação, a altitude é indicada em níveis de centenas de pés --o nível 100 se refere a 10 mil pés (3.048 metros). Cerca de 15 segundos depois, são registradas manobras simultâneas do piloto e do copiloto nos manches, e um deles diz: "Vamos lá, você tem os comandos". O ângulo de ataque, quando válido, está sempre acima de 35 graus.






Os registros param às 23h14min28s. Os últimos valores registrados pela caixa-preta são de 16,2 graus de elevação do nariz, inclinação de 5,3 graus à esquerda, rumo magnético de 270 graus e velocidade vertical de 10.912 pés por minuto (200 km por hora).







REPORTAGENS




O anúncio do BEA ocorre após pressão feita pela imprensa internacional na última semana, quando foram publicadas reportagens com especulações sobre as causas do acidente.






Após o resgate das caixas-pretas e a confirmação de que os dados do voo poderiam ser lidos, os investigadores franceses haviam informado que a análise do material duraria meses.






O jornal francês "Le Figaro" informou que a análise preliminar das caixas-pretas do Airbus apontava para um erro dos pilotos como motivo do acidente. O BEA desmentiu as informações, mas resolveu antecipar a divulgação dos primeiros dados recuperados.




No domingo (22), a revista alemã "Der Spiegel" noticiou que o avião sofreu uma parada súbita provocada por gelo acumulado nas sondas de velocidade Pitot e que o comandante do voo, Marc Dubois, não estava na cabine na hora do acidente. O sindicato de pilotos da Air France rechaçou as reportagens.




FONTE: FOLHA.COM / ANDRÉ MONTEIRO - DE SÃO PAULO

'Não estou entendendo mais nada', disse piloto do voo 447




Um dos três pilotos do voo AF 447 da Air France, que caiu no Atlântico em 2009, disse "não estou entendendo mais nada" durante a perda do controle do Airbus, declarou à BBC Brasil Jean-Paul Troadec, diretor do Escritório de Investigações e Análises (BEA, na sigla em francês).


A frase foi ouvida durante a transcrição da caixa-preta que grava as conversas dos pilotos e qualquer som emitido na cabine, como os alarmes.






Segundo Troadec, as investigações vão se concentrar agora nas diferentes ações dos pilotos diante do problema da perda das indicações de velocidade do avião, causada pelo congelamento dos sensores, os chamados tubos Pitot.






O BEA afirma acreditar que os sensores de velocidade, que ficam na parte externa do avião, tenham ficado entupidos por cristais de gelo formados em alta altitude.






"Vamos investigar qual foi o treinamento individual dos pilotos e quais procedimentos de emergência relativos a problemas nos sensores de velocidades foram aplicados", afirma Troadec.






Em nota divulgada nessa sexta-feira, o BEA informa que o Airbus da Air France despencou em alta velocidade, caindo de uma altitude de 11 quilômetros em apenas três minutos e meio. A velocidade de queda foi de 200 km/h, segundo Troadec.






O diretor ressalta, na entrevista à BBC Brasil, que as causas do acidente ainda não são conhecidas.








BOATOS




O BEA não aponta até o momento que houve falhas dos pilotos, como sugerem vários rumores publicados pela imprensa internacional nos últimos dias.






"Sabemos que as falhas nos sensores de velocidade são o primeiro elemento de uma série de eventos que conduziram ao acidente. Se não tivesse ocorrido esse problema, não estaríamos na situação atual", disse Troadec.






Os investigadores vão tentar descobrir porque a tripulação da Air France não conseguiu recuperar o controle do avião. "Em incidentes similares, os pilotos haviam conseguido resolver a situação em um lapso curto de tempo", diz Troadec.






Segundo a nota divulgada nessa sexta, após entrar em uma zona de turbulência, os pilotos foram confrontados a duas velocidades diferentes durante pouco menos de um minuto, uma delas indicando uma perda brutal da velocidade do avião.






Mas o diretor do BEA afirma que as informações sobre a velocidade voltaram a ser indicadas um minuto após a perda desses dados nos computadores de bordo.






"Não sabemos ainda porque o controle do avião não pôde ser retomado", afirma. O nível de turbulência no momento, segundo ele, não era elevado.






Em um relatório realizado por especialistas a pedido da Justiça francesa, divulgado pelo jornal "Libération" nesta sexta-feira, especialistas apontam que a tripulação da Air France não estaria bem preparada para enfrentar o problema de congelamento dos sensores de velocidade em alta altitude, por falta de formação e de treino.






Isso, segundo o jornal, poderia ser uma "circunstância atenuante" para os pilotos.






Foi com base no relatório desses especialistas, divulgado em março, que a Justiça francesa indiciou a Airbus e a Air France por homicídio culposo.






Troadec afirma que um relatório preliminar sobre as causas do acidente será divulgado no final de julho.




FONTE: FOLHA.COM / BBC BRASIL

domingo, 22 de maio de 2011


Congelamento de sonda de velocidade é possível causa de acidente do AF 447, diz jornal




O voo Air France Rio-Paris, que desapareceu no Atlântico no dia 1º de junho de 2009 com 228 pessoas a bordo, teria sofrido uma súbita parada provocada pelo gelo acumulado nas sondas Pitot, segundo o semanário alemão Der Spiegel, que cita um investigador do acidente.


Os especialistas afirmaram na sexta-feira passada que no fim da próxima semana divulgarão oficialmente as primeiras descobertas sobre as informações contidas nas caixas-pretas do avião, recuperadas recentemente do fundo do oceano.


Der Spiegel, citando um especialista que pediu o anonimato, garante que as causas exatas do acidente não são conhecidas, mas que a informação das caixas-pretas sugere que as sondas de velocidade da aeronave, conhecidas como sondas Pitot, congelaram, o que provocou uma falha na velocidade do Airbus.


O acidente ocorreu em um lapso de quatro minutos, segundo as informações reveladas pelas caixas-pretas recuperadas no mês passado a quase 4 mil metros de profundidade.


Segundo a gravação, o piloto chefe do voo, Marc Dubois, não estava na cabine quando os alarmes soaram.


Pode-se ouvir ele chegando correndo à cabine e "grita instruções aos seus dois copilotos", afirma o especialista ao semanário.


O avião parecia que havia evitado uma área de fortes turbulências, mas suas sondas Pitot tinham partículas de gelo.


Então, "a informação gravada indica uma queda abrupta do avião pouco depois que os indicadores de velocidade falharam", como resultado de uma parada do avião, disse o especialista.


Não está claro se isto foi consequência de um erro do piloto ou se os computadores da aeronave saltaram automaticamente para compensar o que parecia ser uma súbita perda de potência, disse a revista.


O caso é seguido de perto na Alemanha, já que 28 passageiros do voo eram alemães.

terça-feira, 17 de maio de 2011

 Culpar pilotos de AF 447 é precipitado e 'sensacionalista', dizem investigadores



O Escritório de Investigações e Análises da França (BEA, na sigla em francês) declarou à BBC Brasil estar ''chocado'' com o que chamou de ''informações sensacionalistas e não confirmadas" publicadas pelo jornal "Le Figaro", dizendo que as análises das caixas-pretas do avião indicam que o acidente com o voo 447 da Air France teria sido causado por erros dos pilotos.

"Nós nem começamos a analisar os dados das caixas-pretas do avião. Essas informações (dados das caixas-pretas) serão cruzadas com a perícia das peças resgatadas do avião e outros elementos e esse processo todo vai durar meses", disse à "BBC Brasil" a porta-voz do BEA, Martine Del Bono.

"Temos, em uma das caixas-pretas, 1,3 mil parâmetros técnicos do voo para estudar, que serão cruzados com as duas horas de gravações das conversas dos pilotos e dos sons da cabine da outra caixa-preta, além da análise das peças que será realizada", diz a porta-voz.

Em artigo intitulado "A pista do erro da tripulação se confirma", publicado em seu site nesta terça-feira, o "Le Figaro" afirma deter informações sobre a análise das caixas-pretas "dadas a conta-gotas" por investigadores do BEA e por fontes do governo francês.

Segundo o jornal, primeiros elementos das caixas-pretas indicam "para os investigadores que teria havido um erro da tripulação da Air France", e "isentam a Airbus de responsabilidade na tragédia que matou 228 pessoas".

"É insensato dizer que em apenas 24 horas após ter recuperado os dados das caixas-pretas os investigadores já teriam as conclusões das causas do acidente. Isso é desonesto e é irresponsável em relação às famílias das vítimas", afirma Del Bono.


Suposta prova

O "Le Figaro" afirma que uma prova de que as investigações apontariam para erros dos pilotos seria o fato de a Airbus, fabricante do avião, ter enviado uma nota às companhias aéreas nesta terça-feira, dizendo que "após as análises preliminares das caixas-pretas", em termos de segurança aérea, ela "não tem nenhuma recomendação imediata" a fazer a seus clientes.

"Utilizar a palavra 'análise' das caixas-pretas não está correto. Esse documento não quer dizer nada. Os aviões da Airbus continuam voando 23 meses após o acidente e eles apenas quiseram dizer às companhias aéreas que não há nenhum elemento novo", diz o BEA.

A porta-voz explica que somente a análise de todos os dados coletados pelos investigadores permitirá descobrir a sequência de eventos do voo que acarretaram o acidente.

"Um acidente é causado por uma sucessão de eventos. Isso exige uma análise complexa e minuciosa. Só assim poderemos entender quais são as causas da catástrofe", diz ela.

Um relatório preliminar, com os primeiros elementos constatados pelos investigadores franceses deverá ser publicado em agosto, diz ela.

Mas o relatório final, sobre as causas do acidente que matou 228 pessoas, só será divulgado no primeiro trimestre de 2012.

Em um comunicado, o BEA informa ter "quase certeza" de que as causas do acidente poderão ser desvendadas e afirma ainda "que qualquer informação divulgada por outra fonte e não confirmada pelo BEA não tem nenhuma validade".

Os investigadores franceses conseguiram, neste último final de semana, recuperar os dados das duas caixas-pretas do avião.



FONTE: BBC BRASIL / Daniela Fernandes - Em Paris

sábado, 6 de novembro de 2010

Arábia Saudita alertou sobre plano da Al Qaeda de explodir aviões




Oficiais dos serviços de inteligência da Arábia Saudita alertaram no começo de outubro os Estados Unidos de que o braço da rede terrorista Al Qaeda no Iêmen planejava ataques com um ou mais aviões. O alerta veio três semanas antes das autoridades europeias e americanas interceptarem pacotes suspeitos em aviões de carga da United Parcel Services (UPS) que partiram do país árabe com destino ao Reino Unido e EUA.



Os americanos interceptaram cargas contendo livros, papéis, CDs e outros itens inofensivos em um avião do Iêmen para Chicago, no que consideraram ser um teste para um ataque a bomba terrorista.



A notícia do alerta, divulgada por oficiais americanos e europeus, dá uma ideia mais clara do tipo de ataque que os EUA temem --que viria da mesma rede terrorista que tentou explodir um avião que sobrevoava Detroit no Natal passado.



George Little, porta-voz da CIA (agência de inteligência americana), afirmou que a dica foi apenas uma das diversas recebidas de "parceiros internacionais" nos últimos meses.



Foi uma dica da inteligência saudita em 28 de outubro que fez o governo americano lançar uma busca frenética em três aviões e um caminhão da UPS por bombas. No fim, duas cargas com explosivos, enviadas do Iêmen para mesquitas em Chicago, foram interceptadas no Reino Unido e Dubai.



Um dos objetos foi achado em uma aeronave de carga da empresa UPI no aeroporto de East Midlands, cerca de 260 km a norte de Londres. O pacote, contendo um cartucho de tinta de impressora modificado, foi enviado do Iêmen para Chicago, nos EUA, em voo com escala no Reino Unido.



O outro foi descoberto em uma instalação da FedEx Corp em Dubai. O pacote de Dubai foi levado para exames de laboratório para tentar determinar sua natureza, informa um comunicado da autoridade de aviação civil do país, segundo a agência de notícias estatal. A Qatar Airways confirmou que o pacote de Dubai foi transportado em um de seus voos de passageiros partindo da capital iemenita, Sanaa, com escala em Doha.



Esta dica, afirma o jornal "The New York Times", foi a terceira e a mais específica dos alertas feitos pela Arábia Saudita aos EUA, Alemanha e Reino Unido.



Em julho, afirma o jornal, houve um alerta geral de ataque contra os EUA ou a Europa.



Em 9 de outubro, o país alertou que a Al Qaeda na Península Árabe completara, quatro dias antes, o planejamento para ataque que usaria um ou dois aviões, possivelmente simultâneos. A dica dizia ainda que o ataque ocorreria dentro de uma ou duas semanas, mas não dava mais detalhes.



De qualquer forma, as autoridades ocidentais creditam ao alerta saudita a intercepção de um plano terrorista que poderia ter causado uma catástrofe.



REIVINDICAÇÃO



O braço da Al Qaeda no Iêmen reivindicou nesta sexta-feira a responsabilidade pelo envio de dois pacotes-bomba aos EUA em aviões de carga.



A rede terrorista também assumiu um atentado envolvendo um terceiro avião de carga da empresa UPS ocorrido em setembro, embora os Emirados Árabes Unidos tenham negado existência de provas de um ataque.



A Al Qaeda na Península Árabe divulgou um comunicado assumindo a responsabilidade pelo plano, e dizendo que continuará a combater os interesses americanos e ocidentais. O grupo disse especificamente que vai ter como alvo aviões civis e de cargas.



"Acertamos três golpes em seus aviões em um único ano. E se Deus quiser, vamos continuar atingindo os interesses dos americanos e de seus aliados", disse o grupo, em mensagem publicada em sites militantes.



As informações foram divulgadas pelo grupo de vigilância de sites islâmicos SITE nesta sexta-feira. De acordo com o SITE, a rede postou uma mensagem em fóruns na internet sobre a jihad e fez um apelo pelo envio de mais pacotes-bomba para "aumentar o círculo dos envios e incluir aeronaves civis do Ocidente, além de mais aviões de carga".



A autenticidade da afirmação não pode ser imediatamente verificada. Um representante da inteligência americana disse que as autoridades não estão surpresas com essa declaração agora. Uma autoridade americana, no entanto, disse que os EUA não podem confirmar no momento a participação do grupo no incidente de setembro.






FONTE: FOLHA ONLINE / DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Cuba conclui resgate de corpos de queda de avião


Equipes de resgate de Cuba encerraram as operações de recuperação dos corpos dos passageiros e tripulantes de um avião que caiu em uma região central da ilha na quinta-feira com 68 ocupantes.



Todos os ocupantes do ATR-72 morreram no pior acidente aéreo em décadas ocorrido no país. A aeronave operada pela estatal Aero Caribbean caiu a cerca de 30 quilômetros da cidade de Sancti Spiritus.



"O processo de localização e resgate dos restos mortais dos passageiros e tripulantes do avião da companhia Aero Caribbean foi concluído na região do desastre", disse o periódico estatal Escambray em seu site.



Quarenta pessoas a bordo da aeronave eram cubanas e 28 eram turistas de 10 países: Argentina (9 passageiros), México (7), Venezuela (1), Alemanha (2), Áustria (2), Espanha (1), França (1), Holanda (3), Itália (1) e Japão (1).



O site oficial Cubadebate (www.cubadebate.cu) publicou a lista completa de passageiros que viajavam no avião que fazia a rota entre Santiago de Cuba e Havana.



Os corpos estão sendo enviados a Havana para identificação e o processo de repatriação dos turistas deve começar em breve.



As investigações sobre as causas do acidente continuam. O avião enviou um sinal de emergência e logo desapareceu dos radares na quinta-feira, afirmou o Instituto de Aeronáutica Civil de Cuba.



Mensagens de solidariedade foram enviadas da Espanha, Argentina, Venezuela, Brasil, El Salvador, Nicarágua, Panamá entre outros países.



O acidente foi a pior catástrofe aérea ocorrida em Cuba desde 3 de setembro de 1989, quando um Llyushin-62M de fabricação soviética caiu após a decolagem do aeroporto de Havana, causando a morte de seus 126 ocupantes.





FONTE: UOL / REUTERS

quarta-feira, 26 de maio de 2010

"Síndrome da classe econômica": empresa de aviação é condenada






A juíza Marisa Simões Mattos, em exercício na 10ª Vara Cível da capital, condenou a KLM Companhia Holandesa de Aviação a pagar, a título de danos morais, R$ 40 mil ao empresário Gilberto Silveira Batista, de 54 anos, vítima de trombose venosa profunda, conhecida como “síndrome da classe econômica”. A patologia atinge pessoas que têm a mobilidade limitada durante longo percurso de viagem aérea. A empresa ainda terá que devolver ao empresário, com correção monetária, os valores gastos com tratamentos médicos e hospitalares, aluguéis de instrumentos hospitalares e medicamentos.



Segundo a juíza, houve falha na prestação do serviço no tocante à segurança, uma vez que a companhia aérea não informou ao passageiro os riscos que as longas viagens aéreas acarretam, com as poltronas extremamente apertadas, a falta de movimentação por mais de quatro horas e a baixa umidade dentro da aeronave.



“Estudos sérios na classe médica mundial alertam para o malefício patológico que as condições das aeronaves modernas provocam, em caso de longas viagens. A busca pelo maior lucro faz com que as companhias aéreas diminuam cada vez mais o espaço frontal de suas poltronas, obrigando seus passageiros a ficarem em uma única posição, com as pernas em quase 90º, por muitas horas seguidas. Essa situação aliada ao ar extremamente seco no interior do avião (a umidade pode chegar a 2%), e à pouca ingestão de líquidos durante a viagem, constituem condições extremamente favoráveis à formação de coágulo e trombose venosa profunda”, afirmou a juíza.



Ela disse ainda que o princípio da boa-fé objetiva, previsto nas relações de consumo, impõe deveres de lealdade e de informação máxima sobre os riscos que o objeto contratual pode acarretar.



“No serviço de transporte aéreo não é diferente, mesmo em vôos em que não há trajeto sobre o mar, os comissários de bordo são obrigados a informar, ao longo de suas instruções, o local em que se encontram os salva-vidas. A fim de evitar o avanço dessa nova síndrome em todo o mundo, bastaria que as companhias aéreas aumentassem o espaço entre os assentos e avisassem a seus passageiros, nas viagens muito longas, para movimentarem suas pernas e ingerirem líquidos, pelo menos a cada uma hora”, ressaltou a magistrada.



A ação de indenização foi ajuizada em abril de 2004. A viagem, no entanto, ocorreu entre 30 de maio de 1999 e 8 de junho do mesmo ano. Gilberto Silveira embarcou primeiramente em um vôo no Rio com destino a Amsterdam. No dia seguinte, 31 de maio, partiu para Jacarta, depois para Singapura e, por último, para Bali, onde foi a trabalho. No dia 7 de junho de 1999 ele deu início à viagem de volta, refazendo todo percurso.



Morador da Tijuca, Zona Norte do Rio, e pai de dois filhos, o empresário diz no processo que, em virtude da obstrução da sua capacidade de locomoção, deixou de praticar esportes porque não podia firmar a perna no chão e fez uso de cadeiras de rodas.



Processo nº 0036684-77.2004.8.19.0001

 
 
 
 
FONTE: TJRJ
 
Notícia publicada em 25/05/2010 15:54