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quarta-feira, 11 de maio de 2011

instalação de um escritório da Estratégia Internacional das Nações Unidas para redução de desastres



Durante toda a segunda-feira (09), o Deputado Federal Glauber Braga (PSB/RJ) participou de várias mesas de debates sobre desastres naturais. 

Na parte da manhã, o Parlamentar representou o nosso país em um encontro com o GFDRR (Global Facility for Disaster Reduction and Recovery). Esse grupo é gerido pelo Banco Mundial e conta com a participação de países financiadores de políticas de prevenção, entre eles o Brasil. 

Entre os temas tratados com o GFDRR, ganhou peso a necessidade de que a reconstrução das cidades atingidas pelas chuvas já seja o inicio de um processo preventivo. Ou seja, gastar melhor o recurso disponível para que a prevenção esteja presente em todas as etapas.

Na parte da tarde, Glauber se reuniu com a representante da Secretária Geral da ONU, Margareta Wahlstrom e com o representante do Ministério das Relações Exteriores, Milton Rondo Filho.  Foi debatida entre eles, a necessidade de ser instalado na cidade do Rio de Janeiro um escritório da Estratégia Internacional das Nações Unidas para a redução de desastres no Brasil. “Precisamos ter um gerenciamento in loco. Com um escritório instalado no Rio, vamos poder dar um suporte muito maior para as Prefeituras do Estado. Os Prefeitos vão poder ter um acompanhamento de técnicos e estudiosos sobre o assunto. Podemos também, criar diversos projetos de prevenção e multiplicá-los”, explicou Glauber.

No fim do dia, o Deputado procurou o representante do Banco Mundial, Saroj Kumar Jha para saber se existe a possibilidade da liberação de recursos para a criação desse escritório. “Saio desse encontro com Sajor bem otimista.  Ele afirmou para mim que já existe recurso disponível no Ministério das Relações Exteriores para o inicio dos trabalhos. Assim que voltar ao Brasil, vou acompanhar de perto todo esse processo. Conseguimos sensibilizar a ONU, sabemos que existem recursos, agora é tirar o projeto do papel”, finalizou Glauber.

O Deputado Federal Glauber que é o relator da Comissão Especial que trata das Tragédias Climáticas no Brasil, recebeu do Ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, o convite para participar da Plataforma Global sobre Redução de Risco de Desastres em Genebra, Suíça entre os dias 8 e 13 de maio. 

O evento é organizado pela Estratégia Internacional das Nações Unidas para Redução de Desastres (EIRD) e pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (UNOCHA). O encontro é de grande importância para complementar os estudos que já estão sendo feitos pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados sobre o tema.

Estão participando do encontro, 168 países e autoridades de organismos como a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT). 

O objetivo é debater o agravamento de catástrofes e sistematizar as melhores técnicas de redução do risco de desastres, em todas as vertentes. Entre os resultados esperados em médio e longo prazo está o aumento da resistência das nações e comunidades diante de catástrofess, para a redução das perdas ocasionadas por desastres, principalmente das vidas humanas, mas também de bens econômicos e ambientais.


FONTE: SITE DO DEPUTADO FEDERAL GLAUBER BRAGA

sexta-feira, 25 de março de 2011

Otan vai se responsabilizar por zona de exclusão aérea na Líbia, diz secretário-geral


Os países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) concordaram, nesta quinta-feira, em cuidar da zona de exclusão aérea na Líbia para proteger os civis contra as forças do ditador Muammar Gaddafi, afirmou o secretário-geral da organização, Anders Fogh Rasmussen.

Ele também disse que o mandato da coalizão militar, liderada pelos Estados Unidos, não foi além da zona de exclusão aérea da Otan, mas também pode agir em defesa própria.

Rasmussen pareceu contradizer uma declaração anterior ao ministro das Relações Exteriores da Turquia de que a Otan iria assumir o comando de todas as operações militares da coalizão na Líbia. "Neste momento, existe uma ação da coalizão e uma ação da Otan", disse.

Segundo o secretário-geral, a Otan ainda está estudando a possibilidade de assumir um papel ainda maior na coalizão militar, como, por exemplo, de atacar forças terrestres do ditador Muammar Gaddafi. A decisão final da organização deve sair dentro de alguns dias.

Mais cedo, o chanceler turco, Ahmet Davutoglu, disse que o comando das operações militares do Ocidente na Líbia seria transferido dos Estados Unidos para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) dentro de um a dois dias

"O compromisso foi alcançado, em princípio, em um tempo muito curto", Dovutoglu disse a repórteres. "A operação será entregue completamente à Otan."

O governo turco, liderado pelo islâmico moderado Recep Tayyip Erdogan, foi muito crítico com os ataques que a coalizão internacional está realizando contra as forças do líder líbio Muammar Gaddafi. 

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, não convidou os dirigentes turcos a participarem da Cúpula de Paris para discutir sobre os ataques à Líbia, o que aumentou as críticas de Ancara.

Nos últimos dias, diversas rodadas de conversas com a administração americana suavizaram a postura da Turquia, que finalmente decidiu enviar um terço de sua frota (4 fragatas, 1 embarcação de apoio e 1 submarino) a águas líbias para cooperar no bloqueio de armas ao regime de Gaddafi e em tarefas de ajuda humanitária.

Além disso, Ancara pôs à disposição da Aliança seis caças F-16, mas deixou claro que não participará dos bombardeios, limitando-se a vigiar o cumprimento da zona de exclusão aérea sobre a Líbia, decretada pela resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU.

O almirante da Marinha americana William Gortney também afirmou que os EUA iriam passar o comando das operações na Líbia para a Otan. Segundo o oficial, os EUA iriam apenas dar apoio aos outros países que participam da ação militar.


Pentágono nega que operação tenha matado civis

Gortney também disse que a operação das forças de coalizão não está sendo “subestimada” pelos países, e que a pressão contra a onda de violência do regime do ditador líbio Muammar Gaddafi vai continuar no país africano.

“Vou ser claro: quando e onde as forças do regime ameaçarem os civis elas serão atacadas. Nossa mensagem para as tropas do regime é simples: parem de atacar”, disse Gortney.


Gortney também afirmou que não há nenhuma ação em conjunto entre a coalizão e os rebeldes líbios.

Segundo ele, 350 aviões – sendo a metade americanos – estão envolvidos nas operações na Líbia e não há evidências de que a morte de civis esteja ligada à missão internacional, como vem sugerindo o governo líbio.

Mussa Ibrahim, um porta-voz do governo líbio, declarou nesta quinta que as forças de coalizão mataram 100 civis desde o início da intervenção, no sábado.

"O que está acontecendo agora é que os governos ocidentais estão lutando ao lado dos rebeldes. Isso não é permitido pela resolução das Nações Unidas", afirmou ele a repórteres.

"Temos um cessar-fogo em voga. Estamos apenas respondendo aos ataques aéreos, que é nosso direito, e os rebeldes no leste estão atacando nosso Exército com a cobertura dos ataques aéreos", completou.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse nesta quinta-feira que considera importante que “a comunidade internacional fale com uma só voz”, ao comentar a situação na Líbia, principalmente porque, segundo o secretário, não há “nenhuma evidência” de cessar-fogo por parte do governo líbio.


Avião líbio é abatido por franceses

Um porta-voz do ministério da Defesa francês confirmou que um avião militar líbio que violou a zona de exclusão imposta pelas forças de coalizão foi derrubado, em Misrata, por um caça francês nesta quinta-feira (24).

A emissora americana "ABC"  disse que o ditador líbio Muammar Gaddafi "desafiou pela primeira vez hoje a zona de exclusão aérea imposta pelos EUA e seus aliados, e enviou um avião de guerra a Misrata, onde foi derrubado rapidamente por aviões de combate franceses".

A coalizão militar ocidental liderada pelos Estados Unidos contra o líder líbio Muammar Gaddafi disparou 14 mísseis Tomahawk durante a noite, informaram as Forças Armadas norte-americanas.

Um porta-voz do Comando dos EUA na África disse que os países da coalizão também atiraram bombas em alvos na Líbia, onde Gaddafi permanece desafiando a campanha militar internacional que começou no fim de semana e vem se intensificando.




FONTE: UOL / Com agências internacionais

sábado, 19 de junho de 2010

Enviado dos EUA discute bloqueio a Gaza com presidente do Egito



O enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, conversou neste sábado com o presidente do Egito, Hosni Mubarak, sobre novas formas de ingresso de ajuda para Gaza.

Meios de comunicação oficiais informaram que ambos responsáveis políticos mantiveram hoje no Cairo uma reunião na qual Mubarak expressou a Mitchell a preocupação do Egito pela situação de Gaza, que sofre um bloqueio israelense desde junho de 2007.

Por sua vez, o emissário americano lembrou que seu país trabalha de forma urgente com o Egito, Israel, a Autoridade Nacional Palestina (ANP) e os parceiros internacionais para chegar a uma nova fórmula que permita a entrada de mais ajuda humanitária para Gaza, sem que ocorra infiltração de armas para o Hamas, que controla a região.

Na quinta-feira (17), Israel anunciou que iria suavizar o bloqueio à faixa de Gaza, após a pressão internacional que seguiu ao ataque israelense ao comboio humanitário que ia para a região no dia 31 de maio e que custou a vida de nove ativistas turcos.

Mitchell disse a Mubarak que seu país está satisfeito com a medida israelense e deseja seu cumprimento.

Posições

O ministro de Assuntos Exteriores egípcio, Ahmed Aboul Gheit, que também participou da reunião, disse em declarações divulgadas posteriormente pela agência de notícias estatal "Mena" que a posição Egito é clara no que se refere ao bloqueio de Gaza.

E acrescentou que seu país pede a Israel que outorgue ao povo palestino a oportunidade de satisfazer todas as suas necessidades sem obstáculos, e que abra as passagens fronteiriças.

Gheit lembrou que a passagem de Rafah, na fronteira entre Egito e Gaza, permanece aberta de forma contínua para a entrada de palestinos. Mubarak ordenou sua abertura total após o ataque à frota humanitária.

O ministro explicou que Mitchell também informou o chefe de Estado egípcio das negociações indiretas entre palestinos e israelenses.

Segundo Gheit, o enviado do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, espera que elas prossigam rapidamente para começar conversas diretas que levem a uma solução de dois Estados, um israelense e outro palestino.

Mitchell viajou ao Egito após uma visita de três dias a Israel e os territórios palestinos, onde se reuniu separadamente com o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, e o presidente da ANP, Mahmoud Abbas.

Defesa

Israel informou à ONU (Organização das Nações Unidas) nesta sexta-feira (18) que se reserva o direito de usar "todos os meios necessários" para barrar navios que planejam trazer ajuda humanitária navegando do Líbano até Gaza, bloqueada pelo Estado judeu.

Em carta ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e ao Conselho de Segurança, a embaixadora israelense Gabriela Shalev também pediu que o governo libanês evite deixar esses navios partirem.

Shalev disse que, aparentemente, um pequeno número de navios planejava navegar a partir do Líbano e que, apesar de seus organizadores dizerem que querem levar ajuda humanitária a Gaza, "a real natureza de sua ações continua dúbia".

Ainda segundo Shalev, os organizadores disseram que querem se tornar "mártires" e há uma "possível ligação" com o grupo militantes libanês Hizbollah, cujo líder Hassan Nasrallah convidou cidadãos libaneses a participarem das flotilhas, disse Shalev.

Ela também pediu à comunidade internacional que use sua influência para evitar que esses navios partam, e para desencorajar seus cidadãos de participarem desse tipo de ação.

Bloqueio

Após pressão internacional, o governo israelense anunciou na quinta-feira (17) o alívio do bloqueio militar à faixa de Gaza. No entanto, a medida só foi divulgada em comunicado em inglês. A versão do comunicado do governo israelense em hebraico omitiu menção direta ao alívio, indicando tentativa de abrandar a decisão para o público interno no país, informa o jornal israelense "Haaretz".

Segundo o jornal, duas declarações saíram do gabinete do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu. Uma para a mídia israelense e outra para diplomatas e jornais estrangeiros.

As informações estavam diferentes nas duas versões do comunicado, aponta o "Haaretz". Em inglês foi anunciado o relaxamento do bloqueio, enquanto na versão da língua oficial do país a ação não foi citada.

Ainda não está claro se isso foi feito deliberadamente para ganhar tempo frente às pressões internacionais ou se houve omissão por parte do governo israelense.

O cerco imposto à Gaza desde 2007 foi discutido na quarta-feira (16), mas a decisão só foi anunciada na quinta. Segundo o jornal, os ministros israelenses discutiram por horas, mas não chegaram a uma decisão. Como não votaram e não chegaram a uma conclusão o bloqueio continua valendo.

A versão em inglês dizia: "Acordamos em afrouxar o sistema em que bens para civis entrem em Gaza e em aumentar o fluxo de produtos para projetos civis sob a supervisão internacional."

A versão em hebraico não continha essa parte e não dizia em nenhum outro lugar que foi aprovada a decisão, só que "seriam deixados entrar mais bens civis em Gaza".

Além disso, o governo israelense divulgou no comunicado em inglês que a ação seria implementada imediatamente. Mas segundo fontes ouvidas pelo jornal, nenhuma ordem chegou para as autoridades que monitoram a transferência de produtos para a região.

Investigação

Israel anunciou, na segunda-feira (14), a criação de uma comissão com a participação de dois observadores estrangeiros para investigar o ataque à frota em 31 de maio.

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, afirmou que o objetivo principal da investigação é provar ao mundo que a ação foi apropriada e seguiu padrões internacionais.

"A decisão do governo vai deixar claro ao mundo que Israel agiu legalmente, com responsabilidade e com total transparência", disse Netanyahu, citado pelo jornal israelense "Haaretz".

Ela que será presidida pelo juiz aposentado da Suprema Corte, Yaakov Tirkel, 75, e os dois observadores estrangeiros serão o prêmio Nobel da Paz irlandês David Trimble, ex-político protestante, e o ex-procurador geral do Exército canadense Ken Watlkin.

Ban Ki-moon disse ontem (18) que as investigações israelenses sobre o ataque de 31 de maio são importantes, mas não terão "credibilidade internacional", por isso ele continua insistindo que o governo de Israel concorde com a participação internacional e da Turquia.

Na segunda-feira (14), Ban Ki-moon, já havia dito que a proposta de investigações internacionais segue "sobre a mesa", apesar da decisão do governo de Israel, de criar uma comissão interna para estudar o incidente.

Rejeições

A Turquia, país de origem de boa parte dos cerca de 700 ativistas da embarcação atacada pelo Exército israelense, se mostrou contra a iniciativa.

Os Estados Unidos responderam ao anúncio público feito por Israel afirmando que é "um passo à frente" e que esperam que as investigações terminem "rapidamente", declarou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, em um comunicado.

"Ainda que Israel precise de tempo para concluir o processo, esperamos que as investigações da comissão e do Exército (israelense) sejam feitas rapidamente", disse Gibbs.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, declarou-se insatisfeito e afirmou lamentar a decisão israelense de investigar com comissão própria o ataque à "Frota da Liberdade".

Abbas deixou claro que os palestinos prefeririam que o Estado judeu tivesse atendido às solicitações do Conselho de Segurança da ONU, que se reuniu um dia após o ataque e determinou que a operação do Exército de Israel deveria ser investigada por um painel internacional.

A responsável de política externa da União Europeia, Catherine Ashton, pediu que a comissão nomeada pelo governo de Israel realize uma "investigação crível" sobre o ataque à frota humanitária que se dirigia a faixa de Gaza.

Ataque

No dia 31 de maio, militares israelenses atacaram uma frota internacional de ajuda humanitária que seguia para a faixa de Gaza com militantes pró-palestinos. Na ocasião, nove militantes turcos morreram e 20 pessoas ficaram feridas.

O ataque, realizado em águas internacionais, recebeu duras críticas de diversos países, que pedem, além de esclarecimentos a Israel, o fim do bloqueio a Gaza.

 
 
 
FONTE: FOLHA ONLINE / DA EFE, NO CAIRO

sábado, 12 de junho de 2010

Em sermão no Irã, aiatolá Khatami diz que mundo precisa de nova ONU






O aiatolá iraniano Ahmad Khatami defendeu nesta sexta-feira em seu sermão em Teerã que o mundo deveria buscar uma organização independente e um conselho de segurança que não fossem dominados pelas potências imperiais, segundo notícia divulgada pela agência iraniana Irna.

O clérigo ultraconservador, aliado incondicional do presidente Mahmoud Ahmadinejad, atacou os Estados Unidos e condenou a quarta rodada de sanções do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) contra o Irã, aprovada na última quarta-feira (9).

As sanções foram impostas devido à recusa do Irã em suspender seu programa nuclear, que o Ocidente suspeita que seja voltado para a fabricação de armas atômicas.

"Quem não sabe sobre os recorrentes alertas dos EUA ao presidente do Brasil e ao primeiro-ministro da Turquia por entrarem em cena. O primeiro Estado a arremessar obstáculos no caminho da declaração tripartite de Teerã foi os EUA. A desgraça não é algo que possa ser facilmente camuflado", disse ele, segundo a Irna.

Cinco pontos

O aiatolá Khatami defendeu que cinco pontos devem ser considerados.

Primeiro, o Irã nos últimos 31 anos mostrou que mantém sua palavra e não vai deixar a cena por causa de resoluções "que não valem nada". Segundo, que as sanções não são novas para o Irã, e que o país vai usá-las como oportunidades --elas podem incentivar a desenvolver jovens talentos.

Em terceiro lugar, o aiatolá afirmou que os EUA enfrentam uma ampla crise interna e externa, e que o menor movimento vai adicionar ainda uma crise de desgraça.

Khatami acrescentou, em quarto lugar, que o fato de Brasil e Turquia terem votado contra as sanções, e de o Líbano ter se abstido, mostram a falta de consenso no Conselho de Segurança da ONU. "Isso marca uma grande derrota para os EUA."

O quinto ponto, segundo a agência, foi relembrar a histórica frase do aiatolá Khomeini, que chamava os EUA de "grande satã", que Khatami disse ter sido mais uma vez confirmada.

Sanções

Em sessão realizada nesta quarta-feira em Nova York, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma quarta rodada de sanções contra o Irã devido ao seu programa nuclear. O documento foi aprovado com 12 votos a favor, uma abstenção (do Líbano) e dois votos contra (Brasil e Turquia).

As novas sanções devem vetar investimentos exteriores iranianos em atividades e instalações relacionadas com a produção de urânio, serão estabelecidas restrições na venda de armas convencionais ao Irã. Além disso, o país será proibido de fabricar mísseis balísticos com capacidade de carregar ogivas nucleares.

Também deve haver novas restrições às operações financeiras e comerciais com o Irã, além do reforço do regime de inspeções das cargas dos navios e aviões iranianos para evitar que burlem o embargo internacional.


 


FONTE: FOLHA ONLINE