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sexta-feira, 27 de maio de 2011

'Não estou entendendo mais nada', disse piloto do voo 447




Um dos três pilotos do voo AF 447 da Air France, que caiu no Atlântico em 2009, disse "não estou entendendo mais nada" durante a perda do controle do Airbus, declarou à BBC Brasil Jean-Paul Troadec, diretor do Escritório de Investigações e Análises (BEA, na sigla em francês).


A frase foi ouvida durante a transcrição da caixa-preta que grava as conversas dos pilotos e qualquer som emitido na cabine, como os alarmes.






Segundo Troadec, as investigações vão se concentrar agora nas diferentes ações dos pilotos diante do problema da perda das indicações de velocidade do avião, causada pelo congelamento dos sensores, os chamados tubos Pitot.






O BEA afirma acreditar que os sensores de velocidade, que ficam na parte externa do avião, tenham ficado entupidos por cristais de gelo formados em alta altitude.






"Vamos investigar qual foi o treinamento individual dos pilotos e quais procedimentos de emergência relativos a problemas nos sensores de velocidades foram aplicados", afirma Troadec.






Em nota divulgada nessa sexta-feira, o BEA informa que o Airbus da Air France despencou em alta velocidade, caindo de uma altitude de 11 quilômetros em apenas três minutos e meio. A velocidade de queda foi de 200 km/h, segundo Troadec.






O diretor ressalta, na entrevista à BBC Brasil, que as causas do acidente ainda não são conhecidas.








BOATOS




O BEA não aponta até o momento que houve falhas dos pilotos, como sugerem vários rumores publicados pela imprensa internacional nos últimos dias.






"Sabemos que as falhas nos sensores de velocidade são o primeiro elemento de uma série de eventos que conduziram ao acidente. Se não tivesse ocorrido esse problema, não estaríamos na situação atual", disse Troadec.






Os investigadores vão tentar descobrir porque a tripulação da Air France não conseguiu recuperar o controle do avião. "Em incidentes similares, os pilotos haviam conseguido resolver a situação em um lapso curto de tempo", diz Troadec.






Segundo a nota divulgada nessa sexta, após entrar em uma zona de turbulência, os pilotos foram confrontados a duas velocidades diferentes durante pouco menos de um minuto, uma delas indicando uma perda brutal da velocidade do avião.






Mas o diretor do BEA afirma que as informações sobre a velocidade voltaram a ser indicadas um minuto após a perda desses dados nos computadores de bordo.






"Não sabemos ainda porque o controle do avião não pôde ser retomado", afirma. O nível de turbulência no momento, segundo ele, não era elevado.






Em um relatório realizado por especialistas a pedido da Justiça francesa, divulgado pelo jornal "Libération" nesta sexta-feira, especialistas apontam que a tripulação da Air France não estaria bem preparada para enfrentar o problema de congelamento dos sensores de velocidade em alta altitude, por falta de formação e de treino.






Isso, segundo o jornal, poderia ser uma "circunstância atenuante" para os pilotos.






Foi com base no relatório desses especialistas, divulgado em março, que a Justiça francesa indiciou a Airbus e a Air France por homicídio culposo.






Troadec afirma que um relatório preliminar sobre as causas do acidente será divulgado no final de julho.




FONTE: FOLHA.COM / BBC BRASIL

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

28,5% dos brasileiros desaprovam serviços do SUS, diz Ipea



Pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgada nesta quarta-feira sobre o SUS (Sistema Único de Saúde) mostra que 28,5% dos brasileiros avaliam os serviços públicos de saúde como ruins ou muito ruins. Proporção semelhante --28,9%-- avalia o serviço entre bom e muito bom. O estudo ouviu 2.773 pessoas no período de 3 a 19 de novembro de 2010.

As avaliações mais críticas em relação ao SUS vêm justamente de quem não costuma usar os serviços. Entre os que usaram o SUS no último ano, 30,4% avaliam o serviço positivamente. Entre os que não usaram o serviço, 19,2% o consideram bom ou muito bom.


Os serviços do SUS com a pior avaliação na pesquisa foram o atendimento em centros e postos de saúde e o atendimento de emergência.


Já o serviço de saúde da família teve a melhor avaliação --80,7% dos entrevistados que foram visitados por membro da Equipe de Saúde da Família opinaram que o atendimento prestado é muito bom ou bom. A distribuição gratuita de remédios também teve avaliação positiva, com 69,6% de bom ou muito bom.




MELHORIAS


Aumentar o número de médicos e reduzir o tempo de espera para atendimento são as principais melhorias sugeridas por brasileiros para o SUS, de acordo com a pesquisa.


Sobre o atendimento em centros e postos de saúde, quase a metade dos entrevistados (46,9%) sugeriu que o número de médicos fosse aumentado. No atendimento por médicos especialistas, 37,3% dos entrevistados fizeram a mesma sugestão. O percentual é semelhante ao de pessoas que cobraram o mesmo em serviços de urgência e emergência (33%).


As melhorias seguintes sugeridas pelos entrevistados incluem a redução do tempo de espera para atendimento em centros e postos de saúde e também a redução do tempo de espera entre a marcação da consulta e a visita ao médico.


A mesma pesquisa indica que a razão para se ter um plano de saúde, para os brasileiros, é a maior rapidez no atendimento privado. Em segundo vem o fato de o benefício ser oferecido pelas empresas em que trabalham e depois vem a maior liberdade na escolha do médico.



FONTE: FOLHA ONLINE

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Brasileiras recorrem à Força Aérea de Portugal para deixar o Egito


Fernanda foi para a casa de amigos para se proteger do tumulto no Cairo.

Duas brasileiras que estavam no Egito durante os protestos dos últimos dias recorreram a um avião da Força Aérea de Portugal para deixar o país.

O avião português chegou a Lisboa nesta quinta-feira e, além das brasileiras, retirou do Egito cidadãos de outros países, como espanhóis, franceses, holandeses, guineenses e malaios.

Apenas uma das brasileiras transportadas, a carioca Fernanda Fonseca, de 21 anos, aceitou falar com a BBC Brasil. 

Moradora do Egito desde 2010, ela disse que decidiu deixar o país para diminuir a preocupação do pai, que mora no Brasil.

Ela disse que procurou a embaixada brasileira quando decidiu sair, mas foi informada de que, naquele momento, não haveria voo especial para brasileiros.

"Quando a gente telefonou, disseram que estavam esperando instruções de Brasília para organizar qualquer coisa", disse.

Enquanto esperava por uma definição, ela ficou sabendo por meio de uma amiga brasileira que Portugal iria realizar um voo para retirar portugueses e pessoas de outras nacionalidades do Egito.

Procurado pela BBC Brasil, o Itamaraty reafirmou que, no momento, não há necessidade de planos especiais de evacuação de brasileiros, já que há voos comerciais saindo regularmente do país com passagens aéreas disponíveis.

O Ministério informou ainda que um diplomata está sendo enviado para o país para ajudar nas operações da embaixada no Cairo.

Facebook

Fernanda Fonseca mora no Egito desde fevereiro do ano passado no Egito. Ela trancou a matrícula da faculdade no Rio de Janeiro e foi acompanhar a mãe, que trabalha em uma empresa de telefonia celular no país. 

No Cairo, Fernanda trabalhava numa agência de turismo, recebendo brasileiros.

Ela diz que apoia os protestos pela democracia no país. "Eu estou com eles porque foram 30 anos de repressão", diz.

A estudante diz que ficou sabendo dos protestos pelo Facebook. "Na terça-feira passada, surgiu no Facebook uma conta convidando todos para se reunirem na Praça Tahrir. No começo havia pouca gente."

A partir da última sexta-feira, quando começaram os saques a casas e lojas, Fernanda foi morar em um apartamento com um grupo de estrangeiros. "Deixei meu apartamento no centro e fui para a casa de amigos no bairro de Maadi" (a 13 quilômetros de distância da praça Tahrir).

O grupo tentava não chamar a atenção. "Colocaram panos nas janelas e nas varandas para não verem que havia estrangeiras ali. Diziam que havia grupos de pessoas que entravam nas casas, roubavam as pessoas e estupravam as mulheres", conta Fernanda.

Quando havia sinal de telefone, o grupo obtinha informações do que acontecia com amigos egípcios que estavam na Praça Tahrir pelo celular.

Segundo a estudante carioca, a segurança dos bairros egípcios era feita pelos próprios cidadãos.

"As pessoas fizeram barreiras nas ruas e ficavam com pedaços de pau ou de ferro. Paravam todos os carros e revistavam para ver se não eram ladrões. Pegaram três grupos de saqueadores e todos eles tinham gente da própria polícia", disse Fernanda. Os ladrões eram entregues à polícia militar.

Alimentos

A brasileira disse ainda que, no meio da última semana passada, começou a faltar comida. Os tumultos na capital dificultavam a ida aos supermercados e grande parte das pessoas tinha dificuldades para tirar dinheiro. Nos bairros, quem tinha mantimentos dividia com os vizinhos.

"Os supermercados fechavam as portas e só deixavam entrar pessoas de dez em dez", conta.

"Os caixas automáticos não funcionavam. As pessoas tinham dinheiro no banco, mas não tinham como tirar".

Fernanda disse que, por guardar o dinheiro em casa, teve sorte na hora de comprar alimentos. "Como eu não tinha conta bancária, tinha todo o dinheiro em casa. Por isso, antes de viajar, enchi a casa de minha mãe. Fomos quatro vezes ao supermercado e viemos com o carro todo lotado."

A estudante brasileira diz ainda que pretende voltar para o Egito. De Portugal, ela vai para a Itália, onde tem parentes, para esperar que a situação normalize no Cairo.


FONTE: BBC BRASIL

sábado, 6 de novembro de 2010

EUA investigam como 33 brasileiros ilegais conseguiram fazer curso de piloto




As autoridades federais dos Estados Unidos ainda tentam entender como ao menos 33 brasileiros residentes ilegalmente no país conseguiram frequentar uma escola de aviação em Boston, Massachusetts.



Após os atentados de 11 de setembro de 2001 --nos quais dois dos pilotos-suicidas realizaram treinamentos no país--, a legislação norte-americana proíbe taxativamente que imigrantes não regulares tenham aulas de voos.



Segundo noticiou o jornal "The Boston Globe", os brasileiros foram localizados separadamente nos últimos meses. Atualmente, eles aguardam o processo de deportação ao Brasil e não constituem uma ameaça terrorista, apontam as autoridades.



Além dos alunos, um instrutor do local é brasileiro, assim como o proprietário, identificado por Thiago de Jesus, que vive nos Estados Unidos há dez anos. Ambos também foram detidos.



Ao ser questionado sobre o assunto, Jesus disse que não tinha conhecimento do fato de os participantes do curso, assim como o professor, não terem visto de permanência.



Ao noticiar o caso, a publicação norte-americana levantou suspeitas sobre a qualidade dos procedimentos realizados no território. Desde 2004, o governo realiza inspeções em escolas de aviação para verificar supostos terroristas, criminosos ou imigrantes ilegais.



As autoridades, por sua vez, realizam investigações sobre o ocorrido e garantem que o controle continua sendo realizado com rigor.




 
 
 
 
FONTE: FOLHA ONLINE / DA ANSA, EM NOVA YORK

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Lei diz que responder às perguntas do censo é obrigação de todos os brasileiros


Responder corretamente às perguntas do Censo 2010, que começou a ser realizado ontem (1º), não é apenas fundamental para que o país tenha informações sobre sua população, mas também uma obrigação legal. Pouca gente sabe, mas a Lei 53.534, de 1968, diz que todas as pessoas são obrigadas a prestar as informações solicitadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Quem não fornecer os dados poderá pagar multa de até dez salários mínimos. A mesma lei diz também que todas as informações prestadas são sigilosas e serão usadas exclusivamente para fins estatísticos. As informações recolhidas pelos recenseadores serão criptografadas para garantir a segurança e confidencialidade dos dados.

Em sua página na internet, o IBGE garante que em nenhuma hipótese as informações prestadas serão visualizadas por pessoas estranhas ao serviço censitário. Quem violar esse sigilo pode ser demitido e responder a processo criminal.

Neste ano, a população também terá a opção de responder ao questionário pela internet. O cidadão deve fazer o pedido no momento da visita do recenseador que entregará uma carta lacrada com as instruções, código de acesso e senha, que serão únicos para cada domicílio.

Quando os moradores não puderem responder ao questionário ou quando não houver ninguém em casa, os recenseadores deixarão um contato do IBGE para agendar um horário para a entrevista.




FONTE: Ag. Brasil