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sábado, 18 de junho de 2011

Vacinação contra paralisia infantil e sarampo começa hoje


Começa neste sábado a primeira etapa da campanha de vacinação contra a paralisia infantil --poliomielite- no país. 


Segundo estimativa do Ministério da Saúde, 14 milhões de crianças com menos de seis anos de idade deverão ser imunizadas.


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha e o governador Geraldo Alckmin (PSDB), abrem a primeira etapa da campanha de vacinação em São Paulo, às 8h, na Unidade Básica de Saúde Parque Regina, que fica na rua Melo Coutinho, no bairro de Campo Limpo, zona sul de São Paulo.


Crianças de um ano até menos de sete devem tomar a vacina contra o sarampo em oito Estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.


A campanha contra a doença começaria em agosto, mas foi antecipada devido a um surto que está ocorrendo na Europa. Desde o início do ano, foram notificados 6.500 casos suspeitos no continente, 5.000 deles na França.


De acordo com o Ministério da Saúde, a inclusão dessas unidades da federação foi decidida de acordo com três critérios: tamanho da população, número de pessoas que viajam para o exterior e quantidade de turistas recebidos. A segunda fase da campanha tem início no dia 13 de agosto.


SÃO PAULO

Cerca de 14 mil postos de saúde e 51 mil profissionais participarão dos atendimentos no Estado de São Paulo.


A meta da Secretaria de Saúde do Estado para imunização contra paralisia infantil é atingir 2,67 milhões de crianças, equivalente a 95% das crianças com até 5 anos de idade. Contra o sarampo, a vacinação também pretende chegar a 95% de adesão, o que representa 3,17 milhões de crianças.


A Secretaria de Saúde informou que nenhum caso de paralisia infantil foi registrado no Estado desde 1988.


SINTOMAS

Os principais sintomas do sarampo são febre e manchas avermelhadas no corpo, acompanhados ou não de tosse, coriza e conjuntivite. Nesses casos, segundo a Secretaria de Saúde, a recomendação é para que a pessoa procure imediatamente um posto de saúde e evite contato desnecessário com outras pessoas até que receba avaliação médica.




FONTE: FOLHA.COM

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Novo remédio contra hepatite C aumenta chance de cura em até 79%




Um novo remédio contra a hepatite C deve chegar ao Brasil em outubro. O Incivek, nome comercial do componente telaprevir, pode aumentar a chance de cura em até 79%.






A FDA (agência de alimentos e medicamentos do Estados Unidos) aprovou a nova fórmula na última segunda-feira (23). O custo da medicação nos EUA varia entre US$ 20 mil e US$ 30 mil.






Segundo o presidente da Associação Brasileira de Portadores de Hepatite (ABPH), Humberto Silva, o composto é visto com otimismo.






"Esse remédio vai complementar a esperança de cura dos portadores de hepatite C que há 20 anos vêm se tratando. 






No Brasil, são 3 milhões de pessoas infectadas, e apenas 10% sabem que estão doentes. É uma coisa assustadora", disse em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.






Ao chegar ao país, o medicamento precisará ter o aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para ser comercializado. 






O Ministério da Saúde ainda não sabe qual será o valor do remédio no mercado nacional ou se o composto será distribuído no SUS (Sistema Único de Saúde).






Além desse medicamento, foi aprovado em maio, o Victrelis, nome comercial do componente boceprevir. É um inibidor de protease --enzima de ligação fundamental para a multiplicação do vírus da hepatite C e age de maneira muito semelhante ao Incivek.






A hepatite C age no organismo por vários anos sem desenvolver qualquer sintoma, até causar a cirrose (falência hepática) e, em outros casos, também o câncer de fígado. E ainda é dividida em quatro tipos de vírus: 1, 2, 3 e 4 --chamados de genótipos. O Incivek vai agir no genótipo 1, que é justamente o mais difícil de tratar, pois é resistente aos remédios que existem.






O presidente da ABPH explica que o tratamento da hepatite traz alguns efeitos indesejáveis. Os cabelos caem, os pacientes sentem dores na cabeça, no corpo. Ele ressalta que o novo medicamento será usado de maneira complementar.






"Esse remédio não substitui os já existentes que é o Interferon (injeção semanal) e a Ribavirina (cápsulas diárias). O Incivek são cápsulas diárias, que deverão ser acrescentadas aos dois medicamentos, e tomadas por 12 semanas."






Silva alerta para a importância do teste, que pode ser feito por meio de exames de sangue, ou uma biópsia do fígado. "Pessoas de 30 a 60 anos, pessoas que tiveram transfusão de sangue, que vão muito a dentistas, que possuem tatuagens no corpo, estão no grupo de risco."





FONTE: FOLHA.COM / AG. BRASIL

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Dilma diz que governo não fará 'propaganda de opções sexuais'





A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira que não concorda com o conteúdo do kit de combate à homofobia que seria distribuído nas escolas públicas de ensino médio por não atender ao objetivo de combater a discriminação contra homossexuais.






"O governo defende a educação e a luta contra práticas homofóbicas, no entanto, não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais, nem podemos interferir na vida privada das pessoas. O governo pode, sim, ensinar que é necessário respeitar a diferença e que você não pode exercer práticas violentas contra os diferentes", disse, após participar de cerimônia no Palácio do Planalto.






Dilma relatou que assistiu apenas um trecho de um dos três vídeos produzidos para integrar o kit e que vazaram na internet. Ela reiterou que a questão será revisada pelo governo. "É uma questão que o governo vai revisar, não haverá autorização para esse tipo de política de defesa A, B ou C. Agora, lutamos contra a homofobia."






Ontem (25), depois de reunião entre a bancada religiosa e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, o governo informou que decidiu suspender todas as produções que estavam sendo editadas pelos ministérios da Saúde e da Educação sobre a questão da homofobia.



FONTE: FOLHA.COM

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Vacinação contra raiva é suspensa em todo o país



O Ministério da Saúde decidiu suspender nesta quinta-feira as campanhas de vacinação de cães e gatos contra raiva em todo o país. A decisão foi tomada após resultados preliminares de testes indicarem a ocorrência de efeitos graves e mortes de animais depois da vacinação. Em São Paulo, a vacinação está suspensa desde agosto, após o registro de reações adversas.


O Ministério da Saúde recebeu a análise parcial da investigação laboratorial feita pelo Ministério da Agricultura na quarta-feira (6). A investigação, realizada com cobaias, indicou a ocorrência de efeitos que até então não eram previstos na literatura científica. Entre os efeitos observados estão hemorragia, dificuldade de locomoção, hipersensibilidade de contato e intensa prostração.



Com base nos resultados, o Ministério da Agricultura recomendou a interrupção temporária do uso da vacina, como medida cautelar, até que a investigação seja concluída. Os resultados preliminares indicam alterações apenas nas amostras colhidas nos Estados. Desde julho, a vacinação foi iniciada em 22 Estados e no Distrito Federal --foram vacinados 7,9 milhões de animais. De 12 de agosto a 6 de outubro, 12 Estados notificaram ao ministério 1.401 eventos graves envolvendo animais --com 217 mortes.



De acordo com a pasta da Saúde, as alterações graves não haviam ocorrido nos testes iniciais feitos para a liberação da vacina, nem na contraprova de amostras mantidas em estoque.



O diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Eduardo Hage, afirma que as informações sobre ocorrência de mortes e casos graves disponíveis até a última quarta-feira (29) não eram suficientes para suspender a vacinação.



Segundo Hage, embora os dados parciais ainda não sejam suficientes para afirmar a causa das mortes, elas estão associadas temporalmente à vacina, pois os sintomas nos animais começaram em até 72 horas após a aplicação, além de ter ocorrido aumento de notificações por parte dos Estados nesta semana.



"Até então, tínhamos relatos de mortes e casos graves nos Estados, mas sem evidências de estudos controlados em laboratório. Agora que temos essas informações, mesmo que preliminares, decidimos suspender a vacinação preventivamente, até que os estudos sejam concluídos", disse.



A vacina que está sendo analisada é a RAI-PET, produzida pelo laboratório Biovet, que desde 2003 tem registro no Ministério da Agricultura --responsável pela realização de testes de qualidade nas vacinas utilizadas em animais. Para a campanha de vacinação antirrábica em cães e gatos de 2010, o Ministério da Saúde comprou 30,9 milhões de doses da vacina, por R$ 23,4 milhões.



Do total de doses, já foram distribuídas 22,6 milhões aos Estados e o restante está em estoque. Com a suspensão da campanha, as secretarias estaduais e municipais de Saúde devem manter as vacinas acondicionadas em ambiente refrigerado, entre 2º C e 8° C, até a conclusão dos estudos.



A vacina utilizada até o ano passado --Fuenzalida & Palacios--, assegurava proteção durante seis a sete meses. Ela foi trocada, de acordo com a Saúde, para que fosse feita apenas uma campanha anual.



SÃO PAULO



O Estado de São Paulo suspendeu da vacinação no dia 19 de agosto, após técnicos constatarem um número de reações adversas acima do observado em anos anteriores. O Ministério da Saúde, porém, afirmou que não havia problemas com a vacina e recomendou que a campanha deveria continuar.



No fim de setembro, investigação realizada pela Coordenadoria de Controle de Doenças e pelo Instituto Pasteur, da Secretaria da Saúde de São Paulo, confirmou que a vacina usada neste ano na campanha contra a raiva foi a responsável pelas reações. As reações já haviam sido confirmadas em nota técnica do Ministério da Saúde.






FONTE: FOLHA ONLINE / DE SÃO PAULO
 
Notícia publicada em 07/10/2010

domingo, 13 de junho de 2010

Confrontos étnicos matam 113 no Quirguistão, na pior onda de violência em 20 anos




A Rússia mandou 150 paraquedistas ao Quirguistão neste domingo para proteger suas bases militares, no momento em que os confrontos étnicos se espalham pelo país do centro da Ásia, elevando o número de mortos para 113 neste quarto dia de violência.

O Ministério da Saúde disse que 92 pessoas foram mortas em Och e 21 em Jalalabad, e 1.045 ficaram feridas. Ao menos cinco policiais morreram, segundo o Ministério do Interior. Autoridades médicas afirmam que o número de mortos pode aumentar drasticamente, já que muitas pessoas de etnia uzbeque têm medo e não procuram ajuda médica.

Os ataques de grupos de etnia quirguiz contra bairros de etnia uzbeque deixaram cidades em chamas e levaram milhares de uzbeques a deixar o país e cruzar a fronteira rumo ao Uzbequistão. A agência de notícias russa RIA informou que até 75 mil refugiados podem ter cruzado a fronteira.

É o pior incidente étnico no Quirguistão desde 1990, quando o então líder do Kremlin Mikhail Gorbachov mandou soldados soviéticos para Och após centenas de pessoas serem mortas numa disputa de terras.

É também o momento mais violento desde que o ex-presidente Kurmanbek Bakiev foi deposto em um levante violento em abril, sendo substituído por um governo interino.

A presidente interina, Roza Otunbaieva, acusou os apoiadores de Bakiev de incitar o conflito étnico por motivos políticos. Os uzbeques apoiaram o governo interino, enquanto muitos quirguizes no sul apoiaram o governo deposto.

Do exílio em Belarus, Bakiev divulgou um comunicado classificando as acusações de "mentiras sem vergonha" e acusou o governo interino de não conseguir proteger o povo.

Confrontos

O governo interino liderado por Roza Otunbaieva mandou uma força voluntária para o sul do país e determinou neste sábado que as forças de segurança do país podem atirar para matar para conter os confrontos étnicos.

A violência começou em Och no final da quinta-feira (10), antes de chegar até Jalalabad, a cerca de 70 quilômetros. Apesar de as pessoas de etnia uzbeque representarem apenas 14,5% da população do Quirguistão, a porcentagem entre uzbeques e quirguizes é mais equilibrada nas regiões dessas duas cidades.

A situação piorou na região de Jalalabad, que se tornou o "centro das forças de instabilidade", disse o porta-voz do governo, Farid Niazov.

Homens armados atiraram contra bombeiros tentando apagar um incêndio na Universidade de Amizade dos Povos, comandada por uzbeques, ferindo um motorista, segundo o porta-voz do Ministério de Emergências, Sultan Mamatov.

Uzbeques armados com rifles de caça improvisaram barricadas tentando se proteger de grupos quirguizes armados com rifles automáticos.

Polícias e soldados pareciam estar na defensiva, evitando choque com os grupos armados. Os voos para Och e Jalalabad foram cancelados e os aeroportos, fechados.

Genocídio

Na segunda maior cidade do país, Och, os uzbeques disseram que grupos estavam praticando "genocídio" ao queimar casas e tentar atirar nos moradores quando eles tentavam fugir. Testemunhas viram corpos caídos nas ruas.

"Deus nos ajude! Eles estão matando uzbeques como animais. Quase a cidade toda está em chamas", disse por telefone Dilmurad Ishanov, funcionário de direitos humanos de etnia uzbeque.

Ativistas de direitos humanos acusaram as autoridades de não conseguir conter a violência e de se juntarem aos quirguizes. "Moradores estão nos ligando e dizendo que os soldados estão atirando neles", disse o ex-vice parlamentar Alisher Sabirov, voluntário em Och.

Refugiados

Milhares de mulheres e crianças cruzaram a fronteira em direção ao Uzbequistão. Cholponbek Turuzbekov, vice-comandante do serviço de fronteira quirguiz, disse que as autoridades uzbeques mandaram fechar a fronteira.

A agência de notícias russa RIA citou uma autoridade anônima dizendo que uma autoridade do Ministério de Emergência do Uzbequistão afirmou que 75 mil refugiados podem ter cruzado a fronteira. Uma autoridade da Cruz Vermelha disse que o número deve ser bem menor, mas provavelmente na casa dos milhares.

Uma ativista do Human Rights Watch disse que a maioria dos que fugiram são idosos, mulheres e crianças, enquanto os homens ficaram. "Eles estão ou mortos ou em Och, tentando proteger as casas que ainda não foram incendiadas."

Rússia

O Quirguistão hospedas bases aéreas militares da Rússia e dos EUA, mas elas ficam no norte do país, longe dos confrontos atuais. A Rússia negou o pedido de ajuda militar do governo interino quirguiz, mas mandou reforços hoje para proteger sua base.

Várias unidades de paraquedistas chegaram neste domingo para proteger soldados e famílias na base aérea russa de Kant, no norte do país, informou um porta-voz do Kremlin.

Um porta-voz do Ministério da Defesa disse que 150 paraquedistas armados foram enviados ao Quirguistão, mas a agência de notícias Itar-Tass disse que foram ao menos 300, citando fontes do Ministério.

A presidente interina do Quirguistão pediu neste sábado que a Rússia enviasse soldados para ajudar a conter a violência no sul do país. O apelo foi renovado hoje pelo ministro de Defesa interino, Ismail Isakov, que alegou que as forças especiais russas conseguiriam conter o conflito rapidamente.

No entanto, ontem o Kremlin disse não ver condições para o envio de tropas agora, uma vez que os confrontos são internos, mas ofereceu ajuda humanitária, segundo uma porta-voz do governo russo.

O Kremlin também disse que pretende discutir a situação nesta segunda-feira, dentro de um bloco de ex-repúblicas soviéticas, lideradas por Moscou, chamado Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC).

Reações

O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, disse estar alarmado pela escala dos confrontos e ordenou a viagem de um enviado especial à capital quirguiz, Bishkek, segundo comunicado.

A Cruz Vermelha disse que a situação humanitária no sul do Quirguistão "está se tornando crítica". "Estamos recebendo registros de várias brutalidades, com intenção de matar", afirmou em comunicado.

A embaixada dos EUA no Quirguistão disse em comunicado estar em conversas com o governo interino para fornecer ajuda humanitária, e pediu a "imediata restauração da ordem".

Um porta-voz do Pentágono disse que o governo interino quirguiz não pediu ajuda militar aos EUA.

O chanceler do Uzbequistão condenou os ataques e disse ter esperança quanto ao restabelecimento da ordem, mas o autoritário presidente do país, Islam Karimov, não deve interferir no conflito.

Histórico

Tensões políticas entre o sul, predominantemente agrícola, e o norte do Quirguistão existem há um longo período, além de conflitos étnicos e rivalidades entre diferentes clãs.

Dos cerca de 5,3 milhões que vivem no Quirguistão, 69% são de etnia quirquiz, 14,5% são uzbeques e 8,4% são de etnia russa.

No entanto, no sul do país, os uzbeques representam 40% dos cerca de 1 milhão que vivem na área de Jalalabad e cerca de 50% na região de Osh. Os dois grupos étnicos são predominantemente muçulmanos sunitas.

O Quirguistão, que ganhou a independência após o colapso da ex-União Soviética, em 1991, enfrenta grave crise política desde a deposição de Bakiev, em 7 de abril.

Em 19 de maio, duas pessoas morreram e 74 ficaram feridas em confrontos entre quirguizes e uzbeques na cidade de Jalalabad. No mesmo dia, Otunbaieva anunciou que governaria o país até junho de 2011, deixando de lado os planos para eleições presidenciais em outubro.




FONTE: FOLHA ONLINE / DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

sábado, 12 de junho de 2010

Primeira etapa da vacinação contra pólio acontece neste sábado (12) em todo o país




A primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite será realizada neste sábado (12) e a segunda dose será aplicada em 14 de agosto. Nesta primeira fase, a meta é imunizar 14,6 milhões de crianças, o que representa 95% dos menores de cinco anos. Em diversos municípios, também será aplicada a vacina contra a gripe suína, ou influenza A (H1N1).

Em parceria com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, a imunização mobilizará 115 mil postos, envolvendo aproximadamente 350 mil pessoas em todo o país.

Para estimular a vacinação, o Ministério da Saúde lançou uma campanha em clima de Copa do Mundo. O slogan é "Vacinou, é gol", com o Zé Gotinha em campo com o uniforme da seleção. O ministro da Saúde José Gomes Temporão também fez um pronunciamento em rede nacional na noite desta sexta-feira (11) para alertar sobre a importância da vacina.

Oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina contra a paralisia infantil é administrada via oral e está disponível durante todo o ano nos postos de saúde para as vacinações de rotina. No entanto, é importante que todas as crianças menores de cinco anos (de 0 a 4 anos, 11 meses e 29 dias) tomem as duas doses da vacina durante a Campanha Nacional, mesmo que já tenham sido vacinadas anteriormente.

O Brasil está livre do vírus causador da pólio desde 1989, quando o último caso da doença foi registrado, na Paraíba. Em 1994, o país recebeu da Organização Mundial de Saúde (OMS) o certificado de eliminação da poliomielite. No entanto, enquanto houver circulação do vírus em qualquer região do mundo é necessário continuar com a vacinação, pois há o risco de importação de casos provenientes de países que ainda registram casos da doença, como Paquistão, Índia, Afeganistão e Nigéria.

Gripe suína

Muitos municípios vão aproveitar a primeira etapa da campanha contra paralisia infantil para imunizar as crianças também contra a gripe suína, ou influenza A (H1N1). Isso irá acontecer apenas nos postos fixos. A vacina é aplicada em duas meias doses, e a segunda deve ser aplicada 21 dias após a primeira.

Ou seja: as crianças que se vacinarem contra pólio e contra o H1N1 neste sábado devem voltar ao posto de saúde a partir do dia 3 de julho para a segunda dose da vacina da gripe suína e, no dia 15 de agosto, para a segunda dose da vacina contra paralisia infantil.

Lembre-se

Crianças que tomarem vacina contra pólio e contra H1N1 neste sábado (12) devem voltar ao posto no dia 3 de julho para a segunda dose da vacina da gripe suína e, no dia 15 de agosto, para a segunda dose da vacina contra paralisia infantil

A orientação para os pais ou responsáveis é que procurem informações junto à Secretaria de Saúde do seu município para saber sobre locais de vacinação, horário de funcionamento e disponibilidade da vacina contra a gripe H1N1 para as crianças.

Outras vacinas

Já é praxe que, nos dias de campanha contra a pólio, as equipes de saúde aproveitem para atualizar o cartão de vacinas da criança, aplicando doses contra doenças como coqueluche, sarampo, difteria, rubéola, tétano e rotavírus. A atualização de outras vacinas ocorre apenas em postos fixos. Em geral, tomar duas ou mais vacinas no mesmo dia não oferece risco à saúde das crianças. Na dúvida, pais ou responsáveis devem consultar um médico.

Informações

Consulte aqui a relação dos locais de vacinação no município de São Paulo, ou ligue para 156.

No município do Rio de Janeiro, a listagem dos postos pode ser encontrada no site da Secretaria Municipal de Saúde (www.saude.rio.rj.gov.br).

No Distrito Federal, a lista está no site www.saude.df.gov.br.

O telefone de informações para o público do Ministério da Saúde é 0800 61 1997 (Disque Saúde).





FONTE: UOL

Notícia divulgada em 11/06/2010.