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sábado, 6 de novembro de 2010

Depósito de armas de gladiadores romanos desaba em Pompeia



O histórico depósito de armas dos gladiadores, localizado nas ruínas de Pompeia, antiga cidade do Império Romano a cerca de 20 quilômetros da cidade de Nápoles, desabou completamente na manhã deste sábado.



Ciro De Luca/Reuters
O histórico depósito de armas dos gladiadores, localizado nas ruínas de Pompeia, desabou na manhã deste sábado
 
 
O edifício ficava na rua principal da cidade e era visitado todos os anos por centenas de turistas. Segundo estudiosos, o local foi utilizado na antiguidade como sede de uma associação militar e depósito de armaduras.



Atualmente, a ampla sala, onde os gladiadores treinavam, estava fechada com uma cancela de madeira. Nas paredes, havia prateleiras com peças encontradas durante escavações.



O desabamento revoltou arqueólogos do país, que voltaram a pedir ações das autoridades para garantir os patrimônios históricos italianos.



"Depois do Coliseu e da Domus Aurea [o Palácio de Nero] continua a série de desabamentos de monumentos e sítios arqueológicos submetidos por anos a custos altos e estruturas pouco competentes", advertiu a Confederação Italiana Arqueológica, ao fazer um apelo ao ministro dos Bens e Atividades Culturais, Sandro Bondi, para que verifique a segurança em Pompeia.



"Não podemos permitir que isso ocorra. O patrimônio arqueológico italiano é um bem que pertence a toda a humanidade e deve ser preservado para as gerações futuras", complementou a entidade.



Em março passado, parte do Palácio Dourado do Imperador Nero ruiu, o que levou a discussões sobre a possibilidade de o local não ter condições para receber visitantes. Em maio, foi a vez do Coliseu, que perdeu alguns fragmentos.



A Roma Antiga é um dos pontos turísticos mais procurados por pessoas de todo o mundo. Considerada o centro de onde surgiu um dos mais extensos impérios da História, a origem da cidade é marcada ainda por lendas, como o famoso conto dos irmãos Rômulo e Remo, da mitologia romana.



 
 
 
FONTE: FOLHA ONLINE / DA ANSA, EM NÁPOLES
Na Romênia, arqueólogos encontram vala com judeus mortos na Segunda Guerra



Arqueólogos descobriram uma vala comum com judeus mortos por tropas romenas durante a Segunda Guerra (1939-1945), disse o Instituto Elie Wiesel nesta sexta-feira.


O instituto disse que mais de cem judeus --homens, mulheres e crianças-- foram sepultados no local, numa floresta próxima à aldeia de Popricani, no nordeste romeno.



Uma testemunha do extermínio relatou ter visto os judeus sendo alvejados. Os soldados acharam que ele próprio fosse judeu e pretendiam alvejá-lo também, segundo a filial romena do Instituto Elie Wiesel. "Ele só foi poupado quando os soldados se convenceram de que era cristão ortodoxo."



Wiesel, ganhador do Nobel da Paz, liderou uma comissão internacional que declarou, em 2004, que entre 280 mil e 380 mil judeus romenos e ucranianos foram mortos na Romênia e em áreas controladas pelo governo do país durante a Segunda Guerra. A Romênia foi aliada da Alemanha nazista.



Muitos foram mortos em massacres como o de 1941, que vitimou quase 15 mil judeus na cidade de Iasi, perto da vala recém-descoberta. Outros morreram em campos de trabalhos forçados ou "trens da morte".



Os arqueólogos já encontraram 16 corpos em escavações na vala comum, segundo promotores, que estão investigando o caso.



Esse é o segundo local desse tipo descoberto desde a Segunda Guerra. Em 1945, 311 corpos foram exumados de três valas comuns em Stanca Roznovanu, na mesma região.



A Romênia só recentemente começou a discutir o extermínio de judeus. Até 2003, o país não admitia que isso houvesse ocorrido.



Depois que a Romênia trocou de lado na guerra, em 1944, os regimes comunistas pouco fizeram para investigar as mortes, e os governos nacionalistas após 1989 também mantiveram sigilo sobre o assunto.



A Romênia tinha 750 mil judeus antes da guerra. Hoje restam no máximo 10 mil.








FONTE: FOLHA ONLINE / RADU MARINAS - DA REUTERS, EM BUCARESTE

Notícia divulgada em 05.11.2010 

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Morre arqueólogo que descobriu palácio do rei Herodes



DA ASSOCIATED PRESS



O arqueólogo israelense Ehud Netzer, que se tornou conhecido pela escavação do palácio de inverno do rei Herodes e descoberta da tumba do monarca, morreu ao sofrer uma queda. Ele tinha 76 anos.


A imprensa israelense menciou a morte de Netzer com destaque. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu divulgou um comunicado em que dizia ser "uma perda para a família e para os estudiosos da história de Israel e da ciência da arqueologia".


Netzer conversava com colegas no sítio arqueológico quando um corrimão de segurança de madeira se partiu e ele caiu a vários metros do chão. A queda ocorreu no domingo e, levado às pressas com ferimentos graves ao hospital, faleceu na quinta-feira. O funeral será realizado nesta sexta-feira.



As descobertas de Netzer ajudaram a expandir o conhecimento sobre Israel do passado, especialmente a história do rei Herodes que controlou a Terra Santa sob a ocupação romana imperial há dois milênios.



VEJA O QUE FOI PUBLICADO EM 08.05.2007:





Arqueólogos israelenses apresentam restos do rei Herodes


 Efe, em Jerusalém


Uma equipe israelense de arqueólogos afirma ter descoberto o túmulo do rei Herodes no deserto da Judéia. Eles exibiram nesta terça-feira os restos mortais, em entrevista coletiva, em Jerusalém.



A descoberta, anunciada ontem à noite pela Universidade Hebraica de Jerusalém, aconteceu na zona arqueológica conhecida como Herodium.

Avi Ohayon/AP
Restos de rei foram encontrado na zona arqueológica de Herodium


O responsável pelas escavações, o catedrático da Universidade Hebraica Ehud Netzer, disse que a sepultura foi profanada e o mausoléu foi destruído, provavelmente em um gesto de ira contra Herodes durante a grande revolta judaica contra o Império Romano do primeiro século.



O lugar, entre dois palácios que o monarca fez construir no cume do monte Herodion, e a qualidade das peças achadas desfazem qualquer dúvida sobre o destinatário da sepultura, ressaltou.



"É desnecessário recorrer ao (teste de) carbono 14, pois esta prova só é usada quando não há outros indícios da idade de uma peça", explicou Netzer, pesquisador de prestígio internacional especializado no período "herodiano".



No Novo Testamento, Herodes é descrito como um rei sanguinário. Segundo os Evangelhos, ao saber do nascimento de Jesus Cristo, Herodes mandou assassinar todos os meninos com menos de dois anos na cidade de Belém. O rei pretendia com isso eliminar o "rei dos judeus" que teria nascido naquele local.



Jesus escapou da matança, pois já havia fugido com sua família para o Egito. O episódio ficou conhecido como "massacre dos inocentes".

 
 
 
 
 
FONTE: FOLHA ONLINE


Notícia divulgada em 29.10.2010

sábado, 3 de julho de 2010

Arqueólogos acham pinturas mais antigas dos apóstolos de Jesus

Arqueólogos e restauradores de arte usando nova tecnologia a laser descobriram o que acreditam ser as pinturas mais antigas dos rostos dos apóstolos de Jesus Cristo.

Tony Gentile /Reuters
Afrescos em catacumba na Itália contêm as mais antigas imagens conhecidas dos apóstolos de Jesus.

As imagens, encontradas em um trecho das catacumbas de Santa Tecla, perto da Basílica de São Pedro, do lado de fora das muralhas da Roma antiga, foram pintadas no fim do século 4º ou início do século 5º.

Arqueólogos acreditam que essas imagens podem estar entre as que mais influenciaram os retratos feitos por artistas posteriores dos mais importantes entre os primeiros seguidores de Cristo.

"São as primeiras imagens que conhecemos dos rostos desses quatro apóstolos", disse o professor Fabrizio Bisconti, diretor de arqueologia das catacumbas de Roma, que pertencem ao Vaticano e são administradas por ele.

Os afrescos eram conhecidos, mas seus detalhes vieram à tona durante um projeto de restauração iniciado dois anos atrás e cujos resultados foram anunciados nesta terça-feira (22) em coletiva de imprensa.

Os ícones de rosto inteiro incluem as faces de São Pedro, Santo André e São João, que fizeram parte dos 12 apóstolos originais de Jesus, e São Paulo, que se tornou apóstolo após a morte de Cristo.

As pinturas possuem as mesmas características de imagens posteriores, como a testa enrugada e alongada, a cabeça calva e a barbicha pontuda de São Paulo, o que indica que podem ter sido as imagens nas quais os retratos posteriores se basearam.

Os quatro círculos, com cerca de 50 centímetros de diâmetro, estão no teto do local do sepultamento subterrâneo de uma mulher nobre que se acredita que tenha se convertido ao cristianismo no fim do mesmo século em que o imperador Constantino legalizou a religião.

Bisconti explicou que as pinturas mais antigas dos apóstolos os mostram em grupo, com rostos menores cujos detalhes são difíceis de distinguir.

"Trata-se de uma descoberta muito importante na história das comunidades cristãs primitivas de Roma", disse Bisconti.

CIRURGIA A LASER

Os afrescos dentro do túmulo, medindo cerca de 2 metros por 2 metros, estavam recobertos de uma pátina espessa de carbonato de cálcio pulverizado, provocada pela umidade extrema e a ausência de circulação de ar.

"Fizemos análises extensas e demoradas antes de decidir qual técnica empregar", disse Barbara Mazzei, que chefiou o projeto. Ela explicou como usou um laser como 'bisturi ótico' para fazer o carbonato de cálcio cair sem prejudicar a tinta.

"O laser criou uma espécie de miniexplosão de vapor quando interagiu com o carbonato de cálcio, levando este a se destacar da superfície."

O resultado foi a clareza espantosa das imagens, antes opacas e sem nitidez.

As rugas na testa de São Paulo, por exemplo, estão nítidas, e a brancura da barba de São Pedro ressurgiu.

"Foi uma descoberta de forte impacto emocional", disse Mazzei.

Outras cenas da Bíblia, como a de Jesus convocando Lázaro a levantar-se dos mortos ou Abraão preparando-se para sacrificar seu filho, Isaac, também ficaram muito mais claras e nítidas.

"No que diz respeito a pinturas no interior de catacumbas, estamos acostumados a ver pinturas muito pálidas, geralmente brancas, com poucas cores. No caso das catacumbas de Santa Tecla, a grande surpresa foram as cores extraordinárias. Quanto mais avançamos, mais surpresas encontramos", disse Mazzei.

Situado num labirinto de catacumbas sob um prédio moderno, o túmulo ainda não está aberto ao público devido às obras que continuam, à dificuldade de acesso e ao espaço limitado. Bisconti disse que as novas descobertas serão abertas por enquanto apenas à visitação de especialistas.


 
 
FONTE: FOLHA ONLINE / DA REUTERS - EM ROMA
 
Notícia publicada em 22/06/2010-16h23

sábado, 19 de junho de 2010

Nova técnica de datação deixa faraó mais velho



Tutancâmon, o rei-menino do antigo Egito, acaba de ficar uns 15 anos mais velho. Já Djoser, primeiro faraó a mandar erguer uma pirâmide, ficou 50 anos mais idoso do que se pensava. O envelhecedor de faraós é o carbono-14.

Foi essa forma instável do elemento químico carbono que permitiu a montagem da primeira cronologia direta do Egito antigo, apresentada na edição de hoje da revista especializada "Science".

Até agora, os arqueólogos só tinham cronologias relativas -sabiam mais ou menos a ordem e a duração de cada reinado, mas precisavam de estimativas, algumas delas baseadas em acontecimentos astronômicos que aparecem em antigos papiros, para conseguir colocar datas na história do Egito faraônico.

"ENGANADOR"

"As cronologias históricas tendem a ser citadas como se o ano real fosse conhecido. Isso é enganador. Mesmo no Novo Império [período de apogeu do poderio egípcio, que começa por volta de 1560 a.C., segundo o novo estudo] há incerteza da ordem de uma ou duas décadas", explicou à Folha o líder do estudo na "Science", Christopher Ramsey, da Universidade de Oxford (Reino Unido).

O carbono-14 se incorpora na matéria orgânica conforme as plantas crescem, chegando à sua quantidade máxima quando o vegetal morre. Daí por diante, o elemento vai sumindo a uma taxa constante, que permite estimar quanto tempo se passou desde a morte da planta.

O que Ramsey e companhia fizeram foi datar 188 restos vegetais de locais construídos em vários reinados. Eram coisas como sementes e caules, que não são armazenados por muito tempo.

"Isso é interessante porque madeira, por exemplo, pode ser utilizada muito tempo depois de extraída, o que confundiria as datas", diz o egiptólogo Cássio Duarte, com doutorado em arqueologia pela USP, que avaliou o estudo a pedido da Folha.

Os dados indicam, por exemplo, que Tutancâmon começou a reinar em 1349 a.C., e Djoser, em 2676 a.C.

As margens de erro da técnica são comparáveis às da cronologia tradicional. Como boa parte do mundo antigo depende da cronologia egípcia para ser datado, "os resultados são importantes, em especial quando você vê interações com povos que não tinham escrita", afirma Duarte. Ele, porém, diz que a cronologia tradicional continuará sendo de grande valia.


 
 
FONTE: FOLHA ONLINE / REINALDO JOSÉ LOPES - DE SÃO PAULO

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Mergulhadores encontram relíquias egípcias do palácio de Cleópatra





Alta tecnologia ajuda a achar pequenos objetos de milhares de anos. Tesouros estão no fundo do mar em Alexandria.

 
 
Uma pequena estátua de cerca de 2.500 anos é mostrada a bordo do barco de pesquisas Princess Duda, ancorado em Alexandria, no Egito. Uma equipe internacional de arqueólogos mergulhadores liderados pelo francês Franck Goddio está usando tecnologia avançada para explorar as ruínas submersas de um palácio e de um templo onde Cleópatra governou.
 
 
 
 
FONTE: G1 / Com informações da AP / (Foto: Ben Curtis/AP Photo)

terça-feira, 18 de maio de 2010

Arqueólogos encontram pirâmide com tumba que pode ser a mais antiga da Mesoamérica




Arqueólogos encontraram no sul do México uma pirâmide contendo a tumba de uma alta autoridade pré-colombiana que pode ser a mais antiga do seu tipo em toda a Mesoamérica, a região que se estende do sul do México até a Costa Rica.

A pirâmide contém quatro esqueletos, indicando um enterro múltiplo realizado há 2,7 mil anos. De acordo com os cientistas, seria o antecedente mais remoto do uso de pirâmides como recintos funerários em toda a região.

Dois dos esqueletos, segundo os cientistas, estariam rodeados de pedras de jade e âmbar, além de objetos valiosos para a época, feitos de cerâmica.

Isto indicaria que um deles poderia ser o de um importante líder ou clérigo de Chiapa de Corzo, um proeminente assentamento da época.

Junto à câmara principal, os arqueólogos encontraram outro sepulcro contendo um esqueleto, "provavelmente de uma mulher" que faleceu por volta dos 50 anos de idade.

A descoberta foi feita na zona arqueológica Chiapa de Corzo, no Estado mexicano de Chiapas, por arqueólogos do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH), da Universidade Nacional Autônoma (UNAM) do México e da Universidade Brigham Young, dos EUA.

Segundo os pesquisadores, a descoberta sugere que o uso de pirâmides como recintos funerários pode ser mais antigo do que se pensava anteriormente e poderia ser anterior à cultura maia.

A tumba estudada está localizada dentro de uma pirâmide que pode ter tido até sete metros de altura quando foi construída, com escadas de barro levando a um templo no topo de sua estrutura.

Sacrifício humano?

A câmara funerária, medindo quatro metros de comprimento por três de largura, foi encontrada após 24 horas de escavações.

A câmara principal guardava ossos de três pessoas: um homem de meia-idade, um bebê de cerca de um ano e um jovem do sexo masculino.

O homem de meia-idade estava com vários adornos, tinha a boca coberta com uma concha e os dentes incrustados com pedras de jade. Ele também tinha braceletes, colares e o que os arqueólogos acreditam ser uma máscara funerária com olhos feitos com uma pedra vulcânica verde.

Os investigadores acreditam que, a julgar pela qualidade das joias com as quais o homem foi sepultado, ele deve ter sido uma pessoa importante.

Eles dizem que os outros dois corpos – do bebê e do jovem - podem ter sido colocados depois na tumba para acompanhar o homem morto e foram possivelmente sacrificados.

Os pesquisadores dizem que a posição dos ossos sugere que o bebê foi colocado cuidadosamente na tumba, enquanto o jovem foi possivelmente jogado na câmara funerária.

No anexo à câmara principal, os arqueólogos encontraram outra sala pequena contendo o esqueleto de uma mulher, também com muitos adornos de âmbar e pingentes representando pássaros e um macaco.

O número e a variedade das oferendas sugerem que as pessoas que viviam nesta região naquela época realizavam trocas com lugares tão distantes quanto a costa do Golfo do México e o Vale Motagua, na Guatemala, região rica em jade.

Os pesquisadores dizem ainda que a descoberta sugere que havia seres humanos vivendo na região de Chiapas, no sul do México, desde 1200 A.C.

FONTE: SITE UOL / BBC BRASIL

FOTO: http://cs.i.uol.com.br/cienciaesaude/2010/05/18/arqueologos-encontram-piramide-com-tumba-que-pode-ser-a-mais-antiga-da-mesoamerica-1274224533599_300x230.jpg