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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Problemas ósseos

 ameaçam crianças 

com sobrepeso



O excesso de peso de crianças e adolescentes, comumente ligado a risco de diabetes e doenças cardíacas, acendeu a luz amarela também entre ortopedistas.


Os quilos a mais podem alterar o sistema musculoesquelético, causando dores e elevando o risco de artrose.


Segundo o IBGE, cerca de um terço (33,5%) das crianças de 5 a 9 anos estão acima do peso no país. Já a obesidade atinge 14,3% da população nessa faixa etária.


"Estamos nos tornando um país cada vez mais gordo e com cada vez mais jovens gordos", diz o presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica, Anastácio Kotzias Neto. Isso é agravante de problemas ortopédicos.


Normalmente, o bebê tem as pernas arqueadas, o que é chamado de geno varo. Perto dos dois anos, a tendência se inverte e o eixo dos joelhos se volta para dentro, no geno valgo. Após alguns anos, ele adquire o alinhamento que terá na vida adulta.


A obesidade prejudica esse processo. "Uma criança gordinha afasta as pernas para caminhar, o que pode fazer com que o geno valgo vire um problema", diz Kotzias.


A deformidade pode causar dores e desgastar as articulações, predispondo à artrose no futuro.


A nutricionista Annie Bello, da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), cita também cifose, lordose e rebaixamento do arco plantar como efeitos do sobrepeso. "São alterações que prejudicam as atividades físicas, o que coloca as crianças num círculo vicioso."


Bello, que tem doutorado em fisiopatologia, lembra que a má alimentação também é fator de risco para fraturas. "Muitos trocam leite por refrigerante, queijo por biscoito, almoço por sanduíche e têm baixa ingestão de cálcio e vitamina D, importantes para a saúde óssea."


O chefe do Centro de Ortopedia da Criança e do Adolescente do Into (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia), Pedro Henrique Mendes, diz que a ocorrência de osteocondrites, em especial no calcâneo (osso do calcanhar), também pode ser agravada pela obesidade.


Associada ao impacto repetitivo e caracterizada por uma inflamação conjunta do osso e da cartilagem, a osteocondrite causa dores e pode até levar a criança a mancar.


Editoria de Arte/Folhapress





FONTE: FOLHA.COM / DENISE MENCHEN - DO RIO

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Enxaqueca com aura eleva risco de morte por doença cardíaca ou qualquer outra


Pessoas que sofrem de enxaqueca com aura -quando a dor vem acompanhada de sintomas visuais- têm mais risco de morrer de qualquer causa do que aquelas que não têm dores de cabeça crônicas ou que sofrem do tipo sem aura.



O dado é de um estudo que acompanhou quase 20.000 homens e mulheres durante, em média, 26 anos na Islândia, publicado no "British Medical Journal".



Vários estudos têm sugerido uma associação entre enxaqueca, particularmente a do tipo com aura, e um aumento de risco para doenças cardiovasculares. No entanto, segundo o artigo, poucos trabalhos têm avaliado a relação da doença com a mortalidade por qualquer causa.



De acordo com os autores, vários mecanismos podem estar por trás do efeito, mas nenhum foi comprovado.



Um desses mecanismos sugere uma relação genética entre enxaqueca e problemas circulatórios, outros apontam a enxaqueca como uma doença sistêmica, que pode levar a comprometimentos vasculares.


                                                                                                                Editoria de Arte/Folhapress
 
MAIS SENSIBILIDADE



Segundo o neurologista Abouch Krymchantowski, do Centro de Avaliação e Tratamento da Dor de Cabeça, no Rio de Janeiro, na enxaqueca com aura há alteração no funcionamento dos vasos. "Os pacientes com essa forma de enxaqueca têm maior sensibilidade a fenômenos isquêmicos. Quem tem esse diagnóstico não deve fumar, usar pílula nem ser obeso e sedentário. Além disso, deve fazer acompanhamento com neurologista."



"Essa é uma relação conhecida. A enxaqueca tem vários genes envolvidos com potencial lesivo aos vasos. Por isso quem tem enxaqueca tem mais risco de AVC ou de demência vascular", completa o vice-coordenador do departamento de cefaleias da Associação Brasileira de Neurologia, Claudio Brito.



No entanto, os próprios autores reconhecem que a dor é um fator de risco cardiovascular menos importante do que os outros já estabelecidos, como tabagismo, diabetes ou pressão alta.



Estima-se que a enxaqueca atinja 20% das mulheres e 10% dos homens. Um estudo recente, feito no Brasil, revelou uma prevalência de cerca de 15%. Mulheres são a enorme maioria das vítimas.



A enxaqueca com aura acomete cerca de 14% dos portadores de enxaqueca.



ELO GENÉTICO DA ENXAQUECA



Um time de pesquisadores anunciou ter descoberto um fator de risco genético associado a enxaquecas. Eles avaliaram dados de 50.000 europeus e descobriram uma variação no DNA ligada ao controle dos níveis de um neurotransmissor no cérebro. A descoberta pode abrir caminhos para novas drogas.



 
 
FONTE: FOLHA ONLINE / GABRIELA CUPANI - DE SÃO PAULO

terça-feira, 20 de julho de 2010

Paciente consegue cirurgia cardíaca pelo SUS


Um paciente da rede pública de saúde conseguiu uma sentença favorável que condena o Estado a realizar o procedimento cirúrgico de angioplastia coronária com implantação de dois stents farmacológicos a ser realizado pelo SUS. A sentença é da 2ª Vara da Fazenda Pública de Natal.

Na ação, o autor informou que necessita, com a máxima urgência possível, realizar cirurgia de angioplastia coronária com implantação de dois stents farmacológicos recobertos, nos termos da prescrição médica anexada aos autos, por apresentar reestenose difusa stente nas artérias MgE e DgLS.

O autor esclareceu que procurou a Secretaria Estadual de Saúde para a realização da referida cirurgia, lhe tendo sido informado que o stent farmacológico não poderia ser disponibilizado gratuitamente, por ausência de verba orçamentária. Assim, o autor ingressou com uma ação judicial sustentando seu pedido no direito constitucional à saúde.

O Estado do Rio Grande do Norte afirmou que a política das indústrias farmacêuticas incentiva a utilização de novas tecnologias no tratamento de doenças, sem, contudo, se avaliar até que ponto isto é favorável ao paciente e ao próprio Sistema, além do alto custo que acaba sendo repassado ao Estado, no caso do SUS.

Alegou ainda que deve ser privilegiado o tratamento fornecido pelo SUS em detrimento de opção diversa feita pelo paciente, nos casos de não ser comprovada a ineficácia ou a impropriedade da política de saúde existente, sendo este o entendimento dos tribunais superiores.

Para o juiz Ibanez Monteiro da Silva, em se tratando de matéria de saúde pública, vigora o princípio da solidariedade dos entes federativos, de modo que qualquer um dos três, isoladamente, pode ser responsabilizado judicialmente, a fim de fornecer o medicamento ou o tratamento médico necessário à parte e assim se evitar eventuais entraves.

Para ele, o dever da Administração de realização de cirurgias (ou exames) e adquirir os medicamentos necessários ao atendimento de pessoas carentes e portadoras de doenças raras, bem como de pessoas que necessitam de tratamento continuado, imposto pela Constituição, não pode ser inviabilizado através de entraves burocráticos ou qualquer outra justificativa, como argumentado pelo Estado a ausência de previsão orçamentária, pois o que a Constituição impõe é a obrigatoriedade do Estado de garantir a saúde das pessoas, seja através de uma boa e eficiente qualidade do serviço de atendimento, seja pela aquisição de medicamentos.



Processo nº 001.09.036152-1




FONTE: TJRN

domingo, 18 de julho de 2010

Tempero pronto tem excesso de sódio e ameaça hipertensos, diz estudo


A praticidade dos temperos industrializados custa caro para a saúde. Nenhuma das 19 principais variedades do produto vendidas no país tem o consumo recomendado pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) em razão da alta concentração de sódio.

Foram investigados itens em pó, pasta e tablete. Entre as amostras analisadas, três delas continham - em uma porção pequena, equivalente a uma colher de chá ou tablete - 70% da quantidade de sódio indicada para um dia inteiro. Os campeões do sódio, de acordo com a Proteste, são os temperos à base de alho e sal, vendidos sob a forma de pasta, em potes. O primeiro da lista, aliás, traz a inscrição 'sabor natural' na embalagem.

Com a ingestão dos temperos, garante a Proteste, o risco de passar do limite em relação ao sódio aumenta - um perigo sobretudo para hipertensos. "O consumidor ultrapassará a quantidade recomendada porque, além dos temperos, irá ingerir outros alimentos com sódio ao longo do dia", diz a nutricionista da Proteste, Manuela Dias.

O sódio em excesso é apontado pelos médicos como o principal vilão da hipertensão - e, portanto, participa do desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Elas afetam 308 mil pessoas no País, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). "Metade poderia ser evitada com medidas preventivas, como o respeito ao limite do consumo de sódio por dia", diz o cardiologista e coordenador de ações sociais da SBC, Carlos Alberto Machado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aconselha o consumo diário máximo de 2 g de sódio. Algumas pessoas devem ter atenção redobrada. "Cardiopatas, hipertensos, pacientes com problemas renais, neurológicos ou que usem medicamentos antidepressivos estão no grupo que corre mais risco com o excesso (de sódio)", diz o cardiologista Martino Martinelli Filho, do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas.

Os especialistas explicam que o sódio controla o funcionamento elétrico das células e é responsável pelos estímulos cerebrais, entre outras funções. "Não podemos criminalizar o sódio. É um nutriente absolutamente importante, que deve ter exageros evitados", observa o nutrólogo Andrea Bottoni, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Para evitar excessos, os médicos aconselham a substituição dos temperos prontos por ingredientes naturais. "Ervas para dar o aroma à comida, cebola e alho para dar gosto", indica Bottoni. As informações são do Jornal da Tarde.





FONTE: UOL - Em São Paulo / AE

Notícia divulgada em 16/07/2010 - 11h15

domingo, 13 de junho de 2010

Baixinhos correm mais risco de sofrer doenças cardíacas



Pessoas com menor estatura têm maior risco de sofrer problemas cardíacos do que os mais altos, de acordo com estudo da Universidade de Tampere, na Finlândia.

Os pesquisadores, que analisaram 52 estudos anteriores sobre o assunto, envolvendo dados de mais de 3 milhões de pessoas, concluíram que, de forma geral, os baixinhos - homens com menos de 1,65m e mulheres com menos de 1,52m - têm 1,5 vezes mais chances de ter doença cardíaca e de morrer por causa disso, comparados às pessoas mais altas - homens com mais de 1,76m e mulheres com mais de 1,66m.

As pessoas com menor estatura teriam 52% maior risco de terem infarto, e, significativamente, mais chances de morte por qualquer causa.

Os pesquisadores acreditam que pessoas mais baixas teriam artérias mais estreitas. Em estudos recentes usando medidas angiográficas, o diâmetro da artéria coronária estava correlacionada a altura e peso corporal, então, poderia ser um ponto para isso.

 
 
FONTE: J. CORREIO DO BRASIL / Por Redação, com agências internacionais


Notícia divulgada em 09/06/2010.

sábado, 12 de junho de 2010

Estudo indica que santa italiana morreu de defeito cardíaco congênito




Para milhares de católicos, santa Rosa de Viterbo, italiana que viveu no século 13, possuía poderes miraculosos que a permitiam trazer os mortos de volta à vida e sobreviver às chamas de uma pira.



Ao investigar o coração mumificado da santa, cientistas agora descobriram que ela possuía um defeito congênito no coração que pode ser a causa de sua morte prematura durante a adolescência.

Ruggero D'Anastasio da Universidade G. d'Annunzio, em Chieti, Itália, e sua equipe analisou imagens e raios-X do coração preservado, que se parece com uma rocha.

Eles imaginam que santa Rosa tenha morrido, aos 18 anos, em consequência da síndrome de Cantrell, uma doença cardíaca rara, e não de tuberculose, como se imaginava. Os achados serão publicados amanhã no periódico "Lancet".

Para obter os raios-X, D'Anastasio e sua equipe levaram uma máquina portátil ao mosteiro de santa Rosa em Viterbo, próximo a Roma, onde o coração da santa é mantido em um relicário. Seu coração foi mumificado separadamente.



 
 
FONTE: FOLHA ONLINE / DA ASSOCIATED PRESS



Notícia publicada em 10/06/2010