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sábado, 3 de dezembro de 2011

Justiça absolve viúva acusada de matar milionário no RJ


Após cinco dias de julgamento, Adriana Ferreira de Almeida, acusada de mandar matar o marido --o lavrador e ganhador da Mega-Sena Renné Senna--, foi absolvida pela Justiça no início da madrugada deste sábado. A sentença foi lida pela juíza Roberta dos Santos Braga Costa, no Tribunal do Júri de Rio Bonito (72 km do Rio).

A Justiça também absolveu os policiais militares Marco Antônio Vicente e Ronaldo Amaral, o China, por falta de provas. Eles trabalhavam como seguranças na fazenda de Senna.

Segundo a Justiça, a única prova registrada nos autos contra Ronaldo Amaral é de que ele teria uma moto parecida com a usada no crime. Contra Vicente, a acusação é de que ele teria ajudado a esconder a moto do colega, informação que foi recebida através de denúncia anônima e que, segundo a promotora, não era comprovável.

A outra ré no processo, Janaína Silva de Oliveira, amiga de Adriana acusada de intermediar o contato entre a viúva e Anderson Sousa, também foi absolvida.

Adriana, que chorou ao ouvir a sentença e não quis dar declarações à imprensa, deixou o Tribunal escoltada pela polícia.

Com a absolvição, Adriana terá direito a 50% da herança do milionário, estimada pelo juiz da 1ª Vara Cível de Rio Bonito, Marcelo Espíndola, em R$ 100 milhões.

A promotora Priscila Naegele afirmou que pretende recorrer da sentença "o mais rápido possível".

Durante a sustentação, a defesa repetiu inúmeras vezes que não havia provas contra Adriana. O advogado disse que apenas a interceptação telefônica não era suficiente para acusar a viúva.

Já a Promotoria estabeleceu uma cronologia dos fatos para acusar a ré.

Durante a sustentação, a Promotoria havia pedido a condenação de Adriana por homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe, impossibilidade de defesa e promessa de recompensa.

Na quinta-feira (1), a viúva foi interrogada por aproximadamente cinco horas e chegou a dizer que a filha de Senna tinha interesse na morte do pai.


MORTE

Senna foi morto em 2007, dois anos após ganhar R$ 51,8 milhões na Mega-Sena. A viúva teria se aliado a uma amiga e a quatro ex-seguranças do milionário para cometer o crime.

Deficiente físico --Senna teve as duas pernas amputadas por causa da diabetes--, o ex-lavrador foi morto com quatro tiros na cabeça em um bar em Rio Bonito. Almeida é apontada como a mandante do crime.

O ex-PM Anderson Sousa e o funcionário público Ednei Gonçalves Pereira, acusados de serem os autores dos disparos, foram condenados, em julho de 2009, a 18 anos de prisão pelo assassinato de Senna e pelo crime de furto qualificado.

Em junho o juiz Marcelo Chaves Espíndola, da comarca de Rio Bonito, julgou improcedente o pedido de reconhecimento de união estável entre Almeida e Senna.

Desde a morte de Renné, a cabeleireira trava uma batalha judicial com Renata Almeida Senna, única filha do milionário, pelos bens deixados pelo ex-lavrador. O pedido de reconhecimento de união estável foi feito pela própria acusada.



Saiba como foi a acusação durante júri de viúva de milionário no RJ


A sustentação da Promotoria no julgamento de Adriana Ferreira de Almeida, acusada de matar o marido --o lavrador e ganhador da Mega-Sena Renné Senna--, terminou por volta das 16h desta sexta-feira, no Tribunal do Júri de Rio Bonito (72 km do Rio).

A Promotoria argumentou durante duas horas e meia. Em seguida, houve um intervalo e começou a sustentação da defesa de Adriana.

Na quinta-feira (1), a viúva foi interrogada por aproximadamente cinco horas e disse que a filha de Senna tinha interesse na morte do pai.


CRONOLOGIA

Segundo a sustentação da Promotoria, Adriana e Renné se conheceram no Réveillon de 2006 e logo começam a morar juntos.

Em maio do mesmo ano, os dois compram uma fazenda por R$ 9 milhões em Rio Bonito. Adriana vira dona de 50% da propriedade, mas assina um termo de confissão de dívida R$ 4,5 milhões --ela argumenta que assinou o documento para justificar que não tinha o dinheiro.

Em junho, Anderson Sousa passa a ser o chefe da segurança da propriedade. Ele e Ednei Gonçalves Pereira são demitidos em agosto, quando Renné descobre que eles não são policiais militares, como tinham dito. Cinco dias depois, o PM Davi, que assumiu o posto de Anderson, é assassinado.

Em outubro, Renné faz um novo testamento, em que deixa metade dos seus bens para a filha Renata e a outra metade para Adriana, em caso de morte. No documento anterior, 50% eram para a filha e 50% para o resto da família.

Ainda em outubro, Adriana começa a ter um caso com Robson. À época ela flagra uma conversa entre Renata e Renné, em que a filha propõe interditar o pai, porque Adriana estaria gastando demais. "Eu conheço a mulher que eu tenho", teria dito Renné, ao afirmar que a tiraria do testamento.

Após ouvir a conversa, a Promotoria diz que Adriana faz várias ligações para Anderson entre novembro de 2006 e janeiro de 2007.

Em dezembro de 2006, Adriana compra um apartamento em Arraial do Cabo, sem que o marido soubesse e se diz solteira ao assinar o contrato. No dia 30 do mesmo mês, ela assina um termo de quitação da dívida de 4,5 milhões da parte dela na fazenda do casal.

Adriana passa o Réveillon de 2007 com Robson em Cabo Frio. No dia 4 de janeiro ela brigada com Renné e ele teria dito que iria tirá-la do testamento. A Promotoria diz que, neste momento, ela decide acelerar o crime e vai passar a noite em Arraial do Cabo com Robson.

No dia seguinte, Adriana teria dito que não voltaria para a fazenda até receber uma ligação de Anderson. Ela recebe a chama e, no dia 6 de janeiro, teria combinado o crime com ele.

No dia 7, ela recebe uma série de ligações de um orelhão --8h45, 9h29, 10h35 e 10h42-- às 11h Renné é assassinado. Segundo a acusação, as chamadas seriam de Anderson par combinar os últimos detalhes do crime.


  
FONTE: FOLHA.COM / PAULA BIANCHI - DO RIO

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Adriana Almeida é interrogada no quarto dia de julgamento do assassinato de Renné Senna


A juíza Roberta dos Santos Braga Costa recomeçou às 13h desta quinta-feira, dia 1º, no Fórum de Rio Bonito, o interrogatório dos acusados de matar o ganhador da Mega Sena, Renné Senna, em janeiro de 2007.

Janaína Silva de Oliveira da Costa foi a primeira a ser ouvida e contou que trabalhava como professora de Educação Física e que, na época dos fatos, morava com Anderson Silva de Souza, já condenado pelo crime. Ela disse que era amiga de Adriana e que as duas conheceram Anderson em uma festa.

O interrogatório de Adriana começou às 15.40h e durou mais de cinco horas. Ela contou que conheceu Renné em 2002, quando trabalhava como cabeleireira e a irmã dele Ângela, que era sua cliente, a convidou para morar um tempo com ela, pois Adriana estava recém-separada e estava dormindo há alguns dias no próprio salão. Nessa época, Renné ainda tinha as duas pernas.

Ela contou que Renné a assediava, mas ela não queria relacionar-se com ele por ter se separado há pouco tempo. Depois disso, eles só se reencontraram depois de ele ter ganhado o prêmio da Mega Senna, em 2005. O reencontro aconteceu na casa de Ângela e Renné voltou a assediá-la. Ela, então, aceitou namorá-lo e foram morar juntos cerca de três semanas depois. Perguntada pela promotora por que foi morar com ele tão rápido, Adriana respondeu: “Renné era muito bom e me dava muita atenção. Ele cuidava de mim e eu cuidava dele e eu me apaixonei por ele”.

Adriana disse que, quando já morava com Renné na fazenda em Rio Bonito, Janaína pediu para ela arrumar para Anderson um emprego de segurança, o que foi feito. Ednei Pereira – já condenado pelo crime – e Ronaldo Amaral de Oliveira, um dos réus do processo, passaram a fazer parte da equipe chefiada por Anderson. Um segurança chamado Davi, porém, alertou Renné de que Anderson e Ednei não eram policiais e os dois foram despedidos. Depois disso, Davi teria espalhado um boato de que ambos estavam planejando invadir a fazenda e sequestrar a filha de Adriana. Ela contou ainda que Renné teria dado R$ 70 mil a ele para matar Anderson, mas ela fez o marido desistir da idéia. Apenas cinco dias após Anderson e Ednei serem despedidos, Davi foi morto em uma falsa blitz na Ilha do Governador.

Perguntada sobre seu relacionamento com o segurança Robson, um ex-namorado com quem ela se envolveu novamente no final de dezembro de 2006, ela disse que “não foi um relacionamento amoroso, apenas sexual” e que Renné nunca desconfiou de que estava sendo traído. Ela contou ainda que os motivos de suas brigas era o fato de Renné, após ter comprado um quadriciclo, sair frequentemente para ir a bares, inclusive à noite e sem segurança.

Adriana também foi questionada sobre oito telefonemas que teriam acontecido entre os celulares dela e de Anderson em dezembro de 2006 e mais alguns em janeiro de 2007, uma vez que ela havia afirmado não ter se comunicado com Anderson depois de ele ter sido despedido da fazenda. Adriana respondeu que os telefonemas foram para Janaína e não para Anderson, mas não soube explicar porque ela ligava para o celular de Anderson e não para o da Janaína.

Sobre o relacionamento com os parentes de Renné, Adriana contou que, já no dia do crime, toda a família dele a acusava de ser a mandante do crime. Apesar disso, ela disse que costumava ser bem tratada por todos e também tratá-los bem, tendo bom relacionamento inclusive com a filha de Renné, Renata Senna.

A previsão é que o julgamento dos quatro acusados de participar da morte de Renné Senna – Adriana Ferreira de Almeida, Janaína Silva de Oliveira da Costa, Ronaldo Amaral de Oliveira e Marco Antonio Vicente – termine na madrugada desta sexta-feria, dia 2.



FONTE: TJRJ

Notícia publicada em 01/12/2011 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Pai da menina Joanna é interrogado em audiência no Rio



André Rodrigues Marins, pai da menina Joanna Marcenal Marins, morta no ano passado aos cinco anos de idade, foi interrogado em audiência de instrução e julgamento no Tribunal do Júri nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro. Ele e a madrasta da menina são acusados pela tortura e homicídio de Joanna.

Joanna morreu no dia 13 de agosto de 2010 após contrair meningite, ser atendida por um falso médico e passar um mês em coma. O pai começou a ser investigado depois que a mãe da menina, a médica Cristiane Marcenal Ferraz, encontrou marcas no corpo da criança e suspeitou de maus-tratos. Na avaliação da Promotoria, a criança morreu porque o pai foi omisso e não procurou ajuda médica imediatamente. Ele e a mulher negam as acusações.

No depoimento prestado hoje, Marins afirmou que vários especialistas viram a criança quando ela ficou doente, mas nenhum diagnosticou que doença ela tinha. Sobre uma lesão encontrada na nádega de Joanna, ele afirmou que a menina já viera assim da casa da mãe, a médica Cristiane Marcenal.

Quando morreu, a menina estava morando provisoriamente com o pai e a madrasta. A mudança foi em maio de 2010, quando a Justiça determinou o afastamento de Cristiane por 90 dias por entender que a criança sofria de síndrome de alienação parental, quando um dos genitores tenta afastar o filho do outro.

Em audiência realizada no começo de janeiro, a diarista da casa dos acusados disse que ficou 'muito assustada' quando viu, no seu primeiro dia de trabalho, em julho, Joanna com as mãos e os pés amarrados com fita crepe 'suja de fezes e urina'.

Sobre isso, o pai reafirmou hoje que seguiu recomendações de uma psicóloga para usar a fita crepe nas mãos de Joanna.

A audiência deve ouvir ainda a madrasta da criança, Vanessa Maia Furtado.



FONTE: FOLHA ONLINE

domingo, 13 de junho de 2010

Procuradora volta a negar acusações de tortura à menina de dois anos




A procuradora aposentada, Vera Lúcia de Sant'Anna Gomes, acusada de torturar a menina de 2 anos que pretendia adotar, voltou a negar todas as acusações durante audiência que terminou no fim da noite desta sexta-feira, na 32ª Vara Criminal, no Centro do Rio.

- Há apenas um fato verdadeiro na denúncia. Eu realmente xinguei a menina por estar muito nervosa. Me arrependo profundamente. Nunca bati nela, nunca a agredi. O resto é culpa da imprensa, que vem fazendo sensacionalismo com o caso. Já me sinto julgada e condenada pela mídia. Hoje sou jurada de morte. Nem no presídio posso circular livremente – disse a ré, que falou por cerca de uma hora e vinte minutos.

A pedido do Ministério Público e da defesa, a audiência foi realizada a portas fechadas a fim de preservar os depoentes. Os depoimentos, incluindo o interrogatório da acusada, duraram cerca de dez horas. Foram ouvidas seis testemunhas de acusação e quatro de defesa.

De acordo com a assessoria da promotora Carla Araújo de Castro, Vera Lúcia “parecia estar perdida” durante as declarações, e em algumas vezes entrava em contradição. Para o Ministério Público, segundo a assessoria, está provado que a procuradora aposentada torturava a menina. Ainda não há previsão de quando sairá a sentença. As partes terão cinco dias corridos para que apresentem as alegações finais.



FONTE: J. CORREIO DO BRASIL / Por Redação, com Agência Rio - do Rio de Janeiro


Notícia divulgada em 12/06/2010.

sábado, 12 de junho de 2010

Procuradora nega tortura contra menina e diz que acusações são conspiração





Durante menos de uma hora de interrogatório à Justiça, a procuradora aposentada Vera Lúcia de Santa’Anna Gomes negou nesta sexta-feira (11) ter torturado uma menina de dois anos que pretendia adotar no Rio de Janeiro. Ela apresenta sua versão ao juiz da 32ª Vara Criminal do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio), Mario Henrique Mazza, em audiência que teve início às 14h e na qual também foram ouvidas seis testemunhas de acusação e quatro de defesa.

Em seu depoimento, que aconteceu a portas fechadas e faz parte do processo em que a procuradora é acusada pelo crime de tortura, Vera Lúcia disse ser vítima de uma conspiração. Segundo a promotora do caso, Carla Rodrigues Araújo de Castro, a ré apareceu bem arrumada para depor, mas, em determinados momentos, apresentou uma versão desencontrada, acusando os empregados que a denunciaram de encamparem uma conspiração e até atribuindo a culpa a pedófilos, sem explicar a razão.

“A ré falou muito, contou muitas histórias, se perdeu nas histórias que contou. Falou que poderia ser por conta dos empregados, por conta da agência de empregos, e no final, falou até que poderia ser por conta dos pedófilos”, disse a promotora. “Enfim, várias teses absolutamente absurdas, que não foram comprovadas pela defesa. Mas ela está no papel dela, e réu pode dizer o que quiser.”

“Foi a mamãe Vera”

Ao final da sessão, a promotora afirmou que fatos novos foram trazidos pelas testemunhas e que corroboram, segundo ela, para a tese da acusação. Entre os depoimentos, está o de uma psicóloga que examinou a menina logo após as agressões. “Foi a mamãe Vera”, teria dito a criança ao ser questionada quem teria feito aquilo com ela, segundo relatou a testemunha ao juiz.

Ainda segundo os depoimentos, Vera Lúcia deixava a menina num quarto sem janelas, escuro e houve ocasiões em que teria deixado a criança um dia inteiro de castigo. Além disso, testemunhas afirmaram que a procuradora se irritava frequentemente com a menina sem motivo, pois a garota seria dócil e doce.

O advogado da procuradora, Jair Leite Pereira, saiu sem falar com a imprensa. Mais cedo, defendeu que se tratava de maus-tratos, um crime com uma pena menor. “Acho que há diferenças muito grandes entre tortura e maus-tratos. O caso dela, no máximo, no meu entender, seria de maus-tratos. Ou, se não ficar provado que ela causou as lesões, a negativa de autoria”, afirmou.

Se condenada, Vera Lúcia cumprirá pena de dois a oito anos. Se o tribunal considerar que ela cometeu maus-tratos, a pena é de dois meses a um ano. A sentença ainda não tem data definida. Acusação e defesa ainda devem apresentar suas alegações finais na próxima semana.

Vera Lúcia está presa desde o dia 13 de maio na unidade feminina do presídio Nelson Hungria, em Bangu, zona norte do Rio. Na última terça-feira (8), o STF (Supremo Tribunal de Federal) negou pedido de habeas corpus em favor da acusada. Desembargadores da 4ª Câmara Criminal do TJ-RJ já haviam negado o pedido feito pela defesa para que a procuradora aposentada respondesse em liberdade.



 
 
 
FONTE: UOL / Daniel Milazzo - Especial para o UOL Notícias - No Rio de Janeiro