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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Arqueólogo italiano poderia ter encontrado a tumba de São Felipe Apóstolo na Turquia


O arqueólogo Francesco d’Andria afirmou esta quarta-feira ter encontrado na Turquia o túmulo de São Felipe, um dos doze apóstolos de Jesus, após anos de escavações em Pamukkale, na zona oeste do país.

O jornal vaticano L’Osservatore Roma, considera «provável» esta descoberta.

“Há 12 anos que tentamos encontrar o túmulo de São Felipe. Finalmente a encontramos entre os escombros de uma igreja que escavávamos há cerca de um mês”, disse Francesco d’Andria, professor de arqueologia e história da arte grega e romana na Universidade de Salento, na Itália em declarações reunidas pela agência Ecclesia do episcopado português.

O arqueólogo explicou que o túmulo ainda não foi aberto, mas acredita que a sua estrutura e as escrituras na pedra provem que aquela seja efetivamente a sepultura de São Felipe (século I).

“Um dia será aberta. Esta descoberta é de grande importância para a arqueologia e para todo o mundo cristão”, afirmou.

Um edifício octogonal guardou a memória do apóstolo São Felipe em Hierápolis, antiga cidade do Império Romano, existindo ainda uma basílica erguida no século V, explica a Agência Ecclesia.

Em declarações ao jornal vaticano, 'L'Osservatore Romano', d'Andria indica que “esta igreja foi construída em volta de uma sepultura romana do século I que, evidentemente, era tida em grande consideração, posto que decidiram edificar uma basílica, mais tarde”.

A edição de 29 de junho do LOR cita Eusébio de Cesareia, autor do século IV, que identificava o apóstolo Felipe como aquele que “repousa em Hierápolis”, uma localização da qual, segundo o L‘Osservatore Romano’, “não restam dúvidas".

O jornal considera que a missão arqueológica italiana iniciada em 1957 e hoje composta por um grupo internacional teria “provavelmente descoberto o túmulo do apóstolo".

Hierápolis é hoje considerado Patrimônio Mundial da Unesco e conhecida também como “cidade sagrada”.

Segundo documentos e testemunhos históricos, o apóstolo Felipe, que evangelizou a Ásia Menor, teria sido lapidado e depois crucificado pelos romanos. As relíquias de São Felipe Apóstolo estão guardadas numa igreja de Roma, juntamente com as de São Tiago Menor; a festa litúrgica dos dois apóstolos é celebrada anualmente no dia 3 de maio, conclui a nota de Ecclesia.




FONTE: ACI DIGITAL

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Palestinos pedem que igreja de Belém seja patrimônio mundial




Diferentemente da Casa da Ópera de Sydney ou da Estátua da Liberdade, a Igreja da Natividade, em Belém, um dos lugares mais sagrados para os cristãos, não está na lista dos Patrimônios Mundiais da Unesco.

Ela fica na Cisjordânia ocupada pelos israelenses. Sem um país próprio, os palestinos não são membros plenos da Organização das Nações Unidas (ONU) e, assim, não têm como obter o reconhecimento da ONU.





        Jim Hollander/Reuters

Mulher reza com monges franciscanos na igreja da Natividade, em Belém, Cisjordânia



Nesta segunda-feira (7), eles anunciaram um plano para corrigir o que a Unesco, a agência cultural da ONU, concorda ser uma anomalia gritante, que deixa a igreja no limbo internacional. A construção data de 1.700 anos atrás e situa-se em cima da gruta onde se acredita que Jesus tenha nascido.

"Esse é um passo importante e necessário de nosso plano para pôr fim à ocupação (israelense) e estabelecer um Estado", disse a ministra do Turismo e das Antiguidades da Autoridade Palestina, Khouloud Daibes, ao apresentar a submissão formal ao comitê de patrimônio da Unesco.

"Essa é uma mensagem de nossa determinação", disse ela em entrevista coletiva marcando a primeira tentativa palestina de um lugar na lista da Unesco, que, ao longo dos últimos anos, reconheceu mais de 900 locais de "valor universal extraordinário para a humanidade".

A candidatura foi discutida na sede da Unesco em Paris na semana passada pelo primeiro-ministro Salam Fayyad, que desde 2009 conduz uma campanha para estabelecer todos os símbolos e instituições do Estado palestino até setembro deste ano.

O número de Estados membros da ONU que agora reconhecem a Palestina subiu para 110 nos últimos meses --já é mais do que a metade do total de integrantes da ONU, hoje 192.

As conversações com Israel para pôr fim ao conflito no Oriente Médio e criar um Estado palestino com um tratado mútuo estão suspensas há cinco meses. Os líderes palestinos afirmam que consideram a possibilidade de tomar uma iniciativa na Assembleia-Geral da ONU em setembro.

Estima-se que dois milhões de fieis e turistas visitem a Igreja da Natividade este ano, curvando-se para entrar na basílica pela Porta da Humildade, cujas vigas foram doadas no século 15 pelo rei inglês Eduardo 4o.








FONTE: FOLHA ONLINE / DOUGLAS HAMILTON - DA REUTERS, EM BELÉM, CISJORDÂNIA

sábado, 3 de julho de 2010

Arqueólogos acham pinturas mais antigas dos apóstolos de Jesus

Arqueólogos e restauradores de arte usando nova tecnologia a laser descobriram o que acreditam ser as pinturas mais antigas dos rostos dos apóstolos de Jesus Cristo.

Tony Gentile /Reuters
Afrescos em catacumba na Itália contêm as mais antigas imagens conhecidas dos apóstolos de Jesus.

As imagens, encontradas em um trecho das catacumbas de Santa Tecla, perto da Basílica de São Pedro, do lado de fora das muralhas da Roma antiga, foram pintadas no fim do século 4º ou início do século 5º.

Arqueólogos acreditam que essas imagens podem estar entre as que mais influenciaram os retratos feitos por artistas posteriores dos mais importantes entre os primeiros seguidores de Cristo.

"São as primeiras imagens que conhecemos dos rostos desses quatro apóstolos", disse o professor Fabrizio Bisconti, diretor de arqueologia das catacumbas de Roma, que pertencem ao Vaticano e são administradas por ele.

Os afrescos eram conhecidos, mas seus detalhes vieram à tona durante um projeto de restauração iniciado dois anos atrás e cujos resultados foram anunciados nesta terça-feira (22) em coletiva de imprensa.

Os ícones de rosto inteiro incluem as faces de São Pedro, Santo André e São João, que fizeram parte dos 12 apóstolos originais de Jesus, e São Paulo, que se tornou apóstolo após a morte de Cristo.

As pinturas possuem as mesmas características de imagens posteriores, como a testa enrugada e alongada, a cabeça calva e a barbicha pontuda de São Paulo, o que indica que podem ter sido as imagens nas quais os retratos posteriores se basearam.

Os quatro círculos, com cerca de 50 centímetros de diâmetro, estão no teto do local do sepultamento subterrâneo de uma mulher nobre que se acredita que tenha se convertido ao cristianismo no fim do mesmo século em que o imperador Constantino legalizou a religião.

Bisconti explicou que as pinturas mais antigas dos apóstolos os mostram em grupo, com rostos menores cujos detalhes são difíceis de distinguir.

"Trata-se de uma descoberta muito importante na história das comunidades cristãs primitivas de Roma", disse Bisconti.

CIRURGIA A LASER

Os afrescos dentro do túmulo, medindo cerca de 2 metros por 2 metros, estavam recobertos de uma pátina espessa de carbonato de cálcio pulverizado, provocada pela umidade extrema e a ausência de circulação de ar.

"Fizemos análises extensas e demoradas antes de decidir qual técnica empregar", disse Barbara Mazzei, que chefiou o projeto. Ela explicou como usou um laser como 'bisturi ótico' para fazer o carbonato de cálcio cair sem prejudicar a tinta.

"O laser criou uma espécie de miniexplosão de vapor quando interagiu com o carbonato de cálcio, levando este a se destacar da superfície."

O resultado foi a clareza espantosa das imagens, antes opacas e sem nitidez.

As rugas na testa de São Paulo, por exemplo, estão nítidas, e a brancura da barba de São Pedro ressurgiu.

"Foi uma descoberta de forte impacto emocional", disse Mazzei.

Outras cenas da Bíblia, como a de Jesus convocando Lázaro a levantar-se dos mortos ou Abraão preparando-se para sacrificar seu filho, Isaac, também ficaram muito mais claras e nítidas.

"No que diz respeito a pinturas no interior de catacumbas, estamos acostumados a ver pinturas muito pálidas, geralmente brancas, com poucas cores. No caso das catacumbas de Santa Tecla, a grande surpresa foram as cores extraordinárias. Quanto mais avançamos, mais surpresas encontramos", disse Mazzei.

Situado num labirinto de catacumbas sob um prédio moderno, o túmulo ainda não está aberto ao público devido às obras que continuam, à dificuldade de acesso e ao espaço limitado. Bisconti disse que as novas descobertas serão abertas por enquanto apenas à visitação de especialistas.


 
 
FONTE: FOLHA ONLINE / DA REUTERS - EM ROMA
 
Notícia publicada em 22/06/2010-16h23