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terça-feira, 22 de junho de 2010

Justiça prorroga prisão de acusados de fraude no Exame de Ordem



A Justiça Federal prorrogou por mais cinco dias a prisão temporária de 12 alvos da Operação Tormenta, investigação sobre suposto esquema de fraudes em concursos públicos e exame da Ordem dos Advogados do Brasil. A medida foi tomada pelo juiz Herbert Pieter de Bruyn Junior, da 3.ª Vara Federal em Santos.

O juiz acolheu pedido da Polícia Federal para manter os investigados sob custódia - eles foram capturados na quarta-feira. A PF alegou a necessidade de mais prazo para examinar grande acervo de documentos apreendidos pela força tarefa em 34 endereços residenciais e comerciais em São Paulo, Rio, Campinas e Baixada Santista.

Também estão sob perícia discos rígidos de computadores que estavam de posse dos acusados. Os federais rastreiam na memória dos equipamentos dados sobre o papel de cada integrante da organização criminosa que, segundo o inquérito Tormenta, atuava havia pelo menos 16 anos em áreas sensíveis da administração, como a Receita e a própria PF. De acordo com a faixa salarial do concurso o valor da prova chegava a até US$ 150 mil.





FONTE: OAB-RJ / Do jornal Valor Econômico

terça-feira, 18 de maio de 2010

Nova testemunha afirma que ex-deputado amazonense planejou morte de juíza
Uma nova testemunha de acusação contra o ex-deputado estadual e apresentador de TV Wallace Souza, acusado de encomendar mortes para exibir em seu programa de televisão, afirmou à Justiça do Amazonas que presenciou uma reunião em que Souza planejou a morte de uma juíza federal.
A testemunha é a jornalista Gisele Vaz, que trabalhou por seis anos como repórter do programa de televisão chamado "Canal Livre", comandado por Souza. Segundo ela, para aumentar a audiência o ex-deputado forjava apreensão de drogas e determinava prisões e tortura de pessoas inocentes.
Ontem, o Ministério Público Estadual anunciou que a jornalista está sob proteção do Provita (Programa de Proteção a Vítimas e a Testemunhas Ameaçadas). Após prestar depoimento no dia 11, ela recebeu ameaças e foi seguida.
Vaz é a chefe de relações institucionais da Defesa Civil Municipal. Agora, será enviada para uma cidade onde terá moradia, alimentação e segurança garantidas pelo programa, segundo o MP.
Ao MP, Gisele Vaz, 34, e mãe de dois filhos, disse que um bilhete foi colocado em sua casa com a seguinte ameaça: "Já que você não voltou atrás, aguarde...".
O depoimento de Vaz irá subsidiar a investigação da Justiça Federal em que Wallace Souza é supostamente acusado de mentor do plano para matar a juíza federal Jaíza Fraxe.
A juíza virou alvo do grupo por sua atuação na Operação Centurião, que investigou fraudes na Previdência e prendeu em 2005 o coronel da PM Felipe Arce. Ele está preso e é apontado como o segundo homem na hierarquia do grupo do ex-deputado.
Devido à investigação, Souza foi preso em março. Está sob custódia da Polícia Federal no Hospital Bandeirantes, em São Paulo, internado para tratamento de uma doença no fígado.
O ex-deputado é também réu no Tribunal de Justiça do Amazonas por suspeita de formação de quadrilha, corrupção de testemunha, associação para o tráfico e porte ilegal de armas.
Em nota, a família de Souza nega envolvimento nas ameaças contra Gisele Vaz. "Nossa família repudia esse tipo de atitude e deixa claro que não é responsável por esse ou qualquer outro ato dessa natureza".
FONTE: FOLHA ONLINE / KÁTIA BRASIL - da Agência Folha, em Manaus