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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Titoreio entre 

milicianos e traficantes

 assusta moradores 

na zona norte do Rio



Um intenso tiroteio entre milicianos e traficantes de drogas, na manhã desta terça-feira, por volta das 9h30, assustou os moradores dos bairros de Água Santa e Piedade, na zona norte do Rio. Segundo a Polícia Militar, os criminosos trocaram tiros no morro do 18, possivelmente por disputa de território.

Por volta das 11h, policiais do 3º Batalhão do Méier cercaram as vias de acesso à favela. Ainda não há informações de feridos na região.


Apesar da PM informar que o policiamento foi reforçado no local, alguns comerciantes fecharam as portas por segurança. A PM informou que pode realizar uma operação na favela nas próximas horas.


A Folha tentou contato com o comandante do Batalhão do Méier, Álvaro Moura, mas ainda não obteve retorno.


OCUPAÇÃO


Com o apoio das Forças Armadas, a polícia ocupou o Complexo do Alemão praticamente sem resistência dos traficantes na manhã de domingo (28), após uma série de atentados ocorridos na cidade desde o dia 21, com 107 veículos queimados, atribuídos a uma resistência dos criminosos à instalação de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) em 13 favelas cariocas. Na quinta-feira, policiais já tinham entrado na Vila Cruzeiro, favela vizinha ao complexo.


O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, vai oficializar nesta terça-feira o pedido para que as Forças Armadas continuem o policiamento nos recém-reconquistados territórios da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão até que seja possível instalar duas UPPs nas comunidades. A expectativa é de que 2.000 homens da chamada Força de Paz do Ministério da Defesa fiquem responsáveis pela segurança dos locais até julho de 2011.





FONTE: FOLHA.COM / DIANA BRITO - DO RIO

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Exército patrulhará

 acessos da Vila Cruzeiro

 e do Complexo do Alemão,

 no Rio


Os 800 homens do Exército que vão atuar na operação para conter a onda de ataques no Rio de Janeiro farão patrulhamento dos acessos da vila Cruzeiro e de favelas do Complexo do Alemão, na zona norte da cidade.

A chegada desses homens vai ser definida no início da tarde, em reunião entre o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB).

Além do Exército, a Aeronáutica vai ceder duas aeronaves e equipamentos de visão noturna e de comunicação. Os blindados da Marinha vão permanecer na região. Serão interditados acessos ao Complexo do Alemão e à Vila Cruzeiro.

O subsecretário de Planejamento Operacional da Secretaria de Segurança do Rio, Roberto Sá, informou que, por ora, os homens do Exército atuarão apenas na patrulha de algumas ruas da cidade. "Não se descarta qualquer outro tipo de apoio, mas neste momento o trabalho deles será apenas de cerco", afirmou em entrevista coletiva.


Ainda não há previsão sobre a entrada da polícia no Complexo do Alemão, para onde bandidos da Vila Cruzeiro fugiram na quinta-feira (25). Ele confirmou que os traficantes estão invadindo casas e pressionando moradores dos morros que formam o Complexo do Alemão.

Segundo Sá, a região é de difícil acesso, com terreno acidentado. Além disso, acrescentou que os bandidos estão fortemente armados. "É difícil operacionalmente, mas ontem ficou bem claro que entramos em qualquer lugar, não temos qualquer receio. Mas é preciso haver um planejamento."

O subsecretário informou ainda que nove pessoas presas em ataques a carros e ônibus no Rio nos últimos dias serão transferidas para presídios federais. No entanto, ele não detalhou para onde os suspeitos serão encaminhados.

BALANÇO

O Rio de Janeiro já soma 39 mortos em seis dias de ataques criminosos na cidade e início das operações militares. Nesse período, 96 veículos foram incendiados. Para hoje, a expectativa é de chegada de reforço na segurança com o apoio das Forças Armadas.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, assinou na noite de quinta-feira uma autorização que determina às Forças Armadas o reforço do apoio ao governo do Rio nas operações de combate à onda de ataques que ocorre no Estado desde o domingo (21), considerada como resposta dos bandidos à instalação das UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora) em favelas antes dominadas pelo tráfico.






FONTE: FOLHA.COM / CIRILO JÚNIOR - DO RIO