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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Justiça entende que Google não é o responsável por perfis falsos no Orkut



A 3ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça reformou sentença da Comarca de Tubarão, que havia julgado procedente pedido de indenização por danos morais, ajuizado por Santos Crozeta Kestring contra Google Brasil Internet Ltda.

Em maio de 2007, foi criado um perfil falso no site de relacionamento Orkut, com fotografia do autor e conteúdo pejorativo e discriminatório contra sua pessoa. Além do perfil, uma comunidade também foi criada com as mesmas características.

Santos sustentou que o provedor foi notificado extrajudicialmente para prestar informações a respeito do IP (Internet Protocol) da pessoa responsável pela criação do sítio, porém ele não se manifestou.

O Google, em contestação, alegou que o autor deveria ter requerido a quebra do sigilo dos dados, e não indenização por danos morais. Esclareceu, ainda, que o usuário faz a opção entre fornecer ou não seus dados cadastrais, no momento em que solicita o serviço de hospedagem do perfil, e que não é possível fornecer informações como o IP dos usuários do Orkut, sem prévio pedido judicial.

“Conforme corretamente justificado pelo réu, o banco de dados que contém o número do endereço de IP dos usuários, por ser sigiloso, só pode ser fornecido mediante ordem judicial. E não há notícia nos autos no sentido de que o autor tenha sequer postulado tal medida”, frisou o relator da matéria, desembargador Marcus Túlio Sartorato.

Por fim, o magistrado anotou que o Google, na qualidade de provedor de internet, não monitora previamente o conteúdo disponibilizado no Orkut, apenas cede espaço para seu armazenamento online. “Aliás, ressalta-se que não há lei que impute esta fiscalização.”

(Ap. Cív. n. 2009.071000-5)




FONTE: TJSC

domingo, 13 de junho de 2010

Ligação do Paquistão com Taleban "é mais forte que se pensava", diz relatório



Um relatório da London School of Economics (LSE) sugere que os vínculos entre o serviço de inteligência paquistanês (ISI, na sigla em inglês) e as forças do Taleban no Afeganistão seriam mais fortes do que se pensava.

O estudo da prestigiada universidade britânica afirma que o serviço paquistanês provê ao Taleban recursos, treinamento e proteção no Afeganistão.

Um porta-voz das Forças Armadas paquistanesas disse que o documento é parte de uma campanha maliciosa contra o país.

O autor do relatório, Matt Waldman, entrevistou nove comandantes do Talebã no Afeganistão no início deste ano.

Alguns dos entrevistados disseram que o serviço de inteligência paquistanês chegou a ter participantes em reuniões do conselho supremo do Taleban.

Eles sugeriram que o apoio paquistanês ao Taleban afegão teria como objetivo fazer uma contraposição à presença indiana no país em guerra.

As acusações de que o Paquistão tem ligações com o Taleban no Afeganistão vêm desde o fim da ocupação soviética do Afeganistão, em 1979.

Entretanto, desde 2001 o Paquistão é um "aliado-chave" dos Estados Unidos, recebendo bilhões de dólares em troca de ajuda para combater a rede extremista Al Qaeda.

"O Paquistão parece estar fazendo um jogo duplo de magnitude impressionante", diz o relatório.

O estudo é publicado ao fim de uma das mais violentas semanas para as tropas da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) no Afeganistão, que terminou com mais de 30 soldados mortos.

Segundo o relatório, sem uma mudança de atitude no Paquistão, não há muito o que o governo afegão ou a comunidade internacional possam fazer para deter o movimento insurgente.



FONTE: FOLHA ONLINE / da BBC Brasil