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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Lei diz que responder às perguntas do censo é obrigação de todos os brasileiros


Responder corretamente às perguntas do Censo 2010, que começou a ser realizado ontem (1º), não é apenas fundamental para que o país tenha informações sobre sua população, mas também uma obrigação legal. Pouca gente sabe, mas a Lei 53.534, de 1968, diz que todas as pessoas são obrigadas a prestar as informações solicitadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Quem não fornecer os dados poderá pagar multa de até dez salários mínimos. A mesma lei diz também que todas as informações prestadas são sigilosas e serão usadas exclusivamente para fins estatísticos. As informações recolhidas pelos recenseadores serão criptografadas para garantir a segurança e confidencialidade dos dados.

Em sua página na internet, o IBGE garante que em nenhuma hipótese as informações prestadas serão visualizadas por pessoas estranhas ao serviço censitário. Quem violar esse sigilo pode ser demitido e responder a processo criminal.

Neste ano, a população também terá a opção de responder ao questionário pela internet. O cidadão deve fazer o pedido no momento da visita do recenseador que entregará uma carta lacrada com as instruções, código de acesso e senha, que serão únicos para cada domicílio.

Quando os moradores não puderem responder ao questionário ou quando não houver ninguém em casa, os recenseadores deixarão um contato do IBGE para agendar um horário para a entrevista.




FONTE: Ag. Brasil

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Namorado e mordomo sempre serão suspeitos, diz ex de advogada morta




Advogado Mizael Bispo, que namorou Mércia Nakashima, fala ao G1.
‘Não fui eu que matei’, diz suspeito de crime; vítima foi achada em represa.



Considerado pela Polícia Civil de São Paulo o principal suspeito pela morte de Mércia Nakashima, seu ex-namorado, o advogado e policial militar aposentado Mizael Bispo, de 40 anos, declarou ao G1 que “sempre o namorado ou o ex é o principal suspeito, é como o mordomo.” Em entrevista feita por e-mail, ele respondeu nesta sexta-feira (18) a maioria das perguntas feitas pela reportagem e repassadas por seu advogado, Samir Haddad Júnior.

O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) trata a morte da advogada de 28 anos como assassinato e considera Bispo, que namorou com ela por mais de quatro anos envolvido com o crime. Para a investigação, ele teria tido a ajuda de mais outra pessoa. Um vigilante que conhece o advogado é procurado para prestar esclarecimentos. Ele sumiu depois de os bombeiros encontraram o corpo de Mércia. Bispo alega inocência.

Em 11 de junho, a advogada foi achada boiando, sem vida, numa represa em Nazaré Paulista, no interior do estado. No dia anterior, o carro dela, um Honda Fit prata, havia sido localizado e retirado das águas. Um pescador afirmou à polícia ter visto o veículo afundar e ver um homem não identificado sair do carro no dia 23 de maio, horas depois de Mércia deixar a casa dos avós em Guarulhos, na Grande SP. A testemunha é considerada chave para esclarecer o homicídio. Ela ainda disse ter ouvido dois gritos de mulher naquela noite de domingo.

Devido a isso, policiais do DHPP e peritos da Polícia Técnico-Científica querem realizar no dia 29 de junho a reconstituição do caso na mesma represa. A reprodução simulada será baseada no depoimento do pescador, que entrou no programa de proteção a testemunhas.

Por enquanto não há provas concretas da participação de Bispo no crime. O que a investigação tem são elementos que indicam que o advogado estava próximo de onde Mércia desapareceu e chegou a passar perto do local no qual ela foi encontrada morta com seu automóvel. Isso foi possível graças ao rastreador do carro do ex-namorado da advogada.

A causa da morte de Mércia ainda é desconhecida. O Instituto Médico Legal (IML) elabora um laudo a respeito. O Instituto de Criminalística (IC) também faz exames no veículo para encontrar alguma pista do suspeito.

A missa de sétimo dia da morte da advogada será às 8h de sábado (19) na Igreja Matriz de Guarulhos.



Leia abaixo trechos da entrevista:





G1 - Como soube da morte de Mércia Nakashima?

Mizael Bispo – Pelo meu advogado Samir Haddad Júnior.


G1- O que sentiu ao saber que sua ex-namorada morreu? No que tem pensado?

Bispo – Uma tristeza profunda.



G1 - Pensou em ir ao velório ou enterro dela?

Bispo – Isso seria uma insensibilidade da minha parte, muitas pessoas ainda acham que fui eu [quem cometeu o crime].



G1 - Pensa em visitar o túmulo de Mércia?

Bispo – No momento, infelizmente não posso fazer isso. Fica a doce lembrança.



G1 - Como tem passado esses dias ao saber que é considerado pela polícia o principal suspeito pelo desaparecimento e morte de Mércia? No que tem pensado?

Bispo – Dias muito difíceis. Eu fui feliz, e tinha uma vida feliz, com minha filha de 11 anos, e agora estou sendo provado.



G1 - Por quê acha que você se tornou o principal suspeito pelo crime?

Bispo - Sempre o namorado ou o ex é [SIC] o principal suspeito, é como o mordomo.



G1 - O que fazia perto da casa da avó de Mércia parado com o carro no estacionamento do hospital?

Bispo - Moro ali perto, sou um homem livre, ando onde quero e não devo nada para ninguém.



G1 - O que acha que possa ter acontecido com Mércia?

Bispo – Ela está morta e esse desígnio de Deus não conseguimos superar.



G1 - Ela tinha inimigos? Recebeu ameaças? Suspeita de alguém?

Bispo - Recebeu ameaças, está nos autos [do inquérito policial].



G1- Por quê deixou sua casa? Onde está ficando? Continua em Guarulhos?

Bispo – Estou na minha casa, minha única casa, e o delegado [Antônio Olim] sabe disso. É que picharam [o imóvel] e passei uns dias fora.



G1- Você está conseguindo seguir uma vida normal? Voltou a trabalhar?

Bispo – Minha vida tem sido um calvário, mas vai passar. Confio na justiça de Deus e [na] dos homens.



G1- O que gostaria de dizer aos parentes da sua ex-namorada?

Bispo – Que não fui eu que matei a Mércia.



G1 - Como era a relação de vocês? Mesmo sendo ex-namorados continuavam a se encontrar?

Bispo – Nos dávamos bem, ficamos juntos quatro anos e meio, não é pouco, e fomos sócios [num escritório de advocacia] também.



G1 – Amava Mércia?

Bispo – Sim, eu amei muito, e sinto muito sua falta.




FONTE: G1