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sexta-feira, 27 de maio de 2011

EUA alertam para falta de segurança de prótese de quadril



A segurança das próteses metálicas de quadril está sendo questionada por instituições como a Associação Britânica de Ortopedia e a FDA, agência que regula os produtos de saúde dos EUA.






Estudos indicam que essas próteses soltam uma quantidade de resíduos metálicos potencialmente perigosa para a saúde.






"As minúsculas partículas soltas pelo desgaste do material podem causar efeitos locais e sistêmicos [que afetam o corpo todo]", diz o ortopedista Luiz Marcelino Gomes, presidente da Sociedade Brasileira de Quadril.






Como efeitos locais, segundo o médico, os resíduos de cromo e cobalto (material das próteses) podem provocar uma reação alérgica nos tecidos ao redor do implante, causando dores, falsos tumores (sem células cancerosas) e até destruição óssea.






Os efeitos generalizados estão relacionados à toxicidade dos metais. "Eles podem afetar a função renal em pessoas predispostas, por exemplo", diz Gomes.






O risco de câncer associado a esses materiais está sendo discutido, mas ainda não foi comprovado.






Segundo o ortopedista Emerson Honda, do hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo, os níveis de metal no sangue das pessoas que usam essas próteses são 20 vezes mais altos do que os considerados normais.






Outros tipos de prótese, feitas com polieteno (material plástico) ou cerâmica, levam uma capa de metal. Elas também soltam resíduos, mas em concentrações menores.


Ivan Luiz/Arte



CONTROLE


Nos Estados Unidos, a FDA pediu para que todos os fabricantes de próteses metálicas de quadril apresentem mais estudos sobre a segurança do implante ao longo do tempo.



Aqui, o acompanhamento das próteses e o monitoramento da sua qualidade devem começar a ser feitos agora, segundo a Anvisa.



Em parceria com a Sociedade Brasileira de Quadril, a agência iniciou o registro nacional de artoplastia [cirurgia do quadril], para seguir a evolução dos pacientes.



No Brasil, são colocadas por ano cerca de 30 mil próteses, de todos os materiais, contra 250 mil nos EUA.



Os tipos mais usados são os implantes com polieteno, que têm a desvantagem de durarem menos tempo, e os de cerâmica, que duram mais, mas podem quebrar.



"Não existe prótese que seja o substituto ideal do osso", afirma o ortopedista Moisés Cohen, presidente da Isakos (Sociedade Internacional de Artroscopia, Cirurgia do Joelho e Medicina Esportiva Ortopédica).



Para Cohen, os implantes feitos totalmente de metal podem ser uma opção para os mais jovens. "Essas prótesestêm uma estabilidade que permite a prática de atividades de maior impacto."



O problema é que, quanto mais mais jovem o paciente, mais tempo as substâncias tóxicas circulam em seu organismo. "Ainda não sabemos quais são as consequências a longo prazo que os resíduos metálicos podem causar", diz Honda.



Na avaliação do ortopedista Lafayette Lage, especializado em próteses de quadril para atletas, o problema não está no material, mas sim na técnica cirúrgica. "Se a prótese é colocada com inclinação errada, vai ter liberação de metais. Por erro de colocação, esse material está sendo crucificado."




FONTE: FOLHA.COM / IARA BIDERMAN - DE SÃO PAULO

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Destreinamento - "O que muitas vezes levamos meses para conseguir, pode-se perder em 2 a 4 semanas"

Resposta: Quando você começa a treinar, seu corpo passa a sofrer modificações para se adaptar a essas novas exigências. Se você interrompe esse programa de treinamento ocorre a perda dessas modificações. A isso dá-se o nome de destreinamento.
O destreinamento é explicado pelo princípio da reversibilidade, o qual mostra que quando se reduz ou suspende um treinamento o corpo se reajusta de acordo com a diminuição do estímulo. 

Dessa forma perdemos em performance, em massa muscular, força, capacidade aeróbia, etc.

O que, muitas vezes, levamos meses para conseguir, pode-se perder em 2 a 4 semanas.

Não totalmente. Segundo estudos, os sistemas corporais regridem na mesma proporção da diminuição do estímulo. 

Por exemplo, se por causa de uma lesão, você tiver que parar tudo de uma vez, a perda é rápida. 

Essa queda é sempre maior nos primeiros dias e em seguida passa a ser mais lenta.

Dificilmente perdemos tudo o que foi conquistado, pois temos uma “memória muscular”. 

Quem tem um histórico de treinamento, vai ter sua recuperação mais rápida, quando voltar a treinar.

Porém, isso não significa que você pode, depois de um período inativo, voltar já fazendo tudo o que fazia antes de parar. 

Mesmo quando esse período for curto, é necessário fazer uma nova adaptação e ir progredindo aos poucos. 

Consegue-se chegar de onde parou, desde que você seja dedicado, mas sem abusar, para não correr o risco de uma lesão e ter de parar novamente. 


FONTE: VYA ESTELAR / por Simone Sarti
Anabolizantes podem causar danos irreversíveis ao corpo

O uso de anabolizantes farmacêuticos começou no início da década de 30, quando foram descobertos por cientista alemães. 

Desde então eles tem sido usados como uma forma de obter melhores performances em esportes e desenvolvimento de massa muscular.

Essa prática era mais comum entre atletas profissionais, mas com sua popularização essas substâncias podem ser facilmente encontradas em academias e lojas de suplementos nutricionais, e estão ao alcance de qualquer pessoa.

Homens e mulheres saudáveis usam os anabolizantes sem pensar nas conseqüências.

Com os músculos definidos e diminuição da gordura corporal vêm problemas que são muitas vezes irreversíveis.

Essas substâncias podem causar problemas no fígado, câncer, derrame, acne, impotência, infertilidade e comportamento agressivo, dentre muitos outros. 

Estudos e pesquisas provaram que os riscos são muitos e que danos ao corpo são uma garantia.

Já foram documentados mais de 69 efeitos colaterais do uso de anabolizantes.

O professor Fernando Vítor Lima, especialista em Treinamento Esportivo da Universidade Federal de Minas Gerais afirma que “Os casos têm que ser analisados de forma isolada porque casa organismo reage de um jeito ao uso do esteróide. Em muitos casos, o nível de comprometimento das funções é tão grande que não há opção de cura. Várias pessoas já morreram por causa do uso indiscriminado dos anabolizantes".


FONTE: BOA SAÚDE - Escrito por Ana Cláudia


sábado, 3 de julho de 2010

Número de mortos em explosão no Congo atinge 230




Duzentos e trinta pessoas morreram e várias dezenas ficaram feridas na noite de sexta-feira na República Democrática do Congo quando um caminhão-tanque cheio de gasolina explodiu provocando um incêndio que se espalhou por várias choupanas do povoado, de acordo com um balanço divulgado neste sábado pelas autoridades.

Entre os mortos haveria cerca de 60 crianças.

O drama aconteceu em Sange, localidade situada 70 km ao sul de Bukavu, capital da província de Sur-Kivu (leste), não muito longe da fronteira com Burundi, quando um caminhão-cisterna procedente da Tanzânia explodiu em pleno centro do povoado, segundo o porta-voz do governo provincial, Vincent Kabanga.

"Houve um movimento de pânico. O combustível derramou e gerou a explosão, que se propagou pelo povoado", explicou Kabanga, acrescentando que muitas pessoas tentaram ainda roubar o combustível.

"No momento, o acidente deixou 230 mortos. É um balanço provisório. Temos pessoas no local, as buscas continuam", declarou à AFP, por sua vez, Leonard Zigade, chefe da Cruz Vermelha para a província de Kivu Sul (leste).

Cerca de vinte choupanas pegaram fogo, segundo ele.

"Os corpos estão calcinados. É horrível. Ainda há chamas no caminhão", explicou uma fonte da segurança da Missão da ONU para a Estabilização do Congo (Monusco), que também informou que haveria 223 mortos e 110 feridos.

"Não há dúvidas de que o balanço aumentará. O que aconteceu foi horrível", afirmou a fonte.

Dentro da Monusco circulam informações contraditórias sobre a presença de capacetes azuis entre as vítimas.

Uma fonte da segurança da Monusco declarou à AFP, sob anonimato, que cinco capacetes azuis paquistaneses estariam entre as vítimas. No entanto, o porta-voz da missão, Madnodje Mounoubai, assegurou que entre os mortos não havia ninguém das Nações Unidas.

Uma fonte militar da força da ONU também disse não ter informações a respeito.

Um oficial da polícia de Bukavu confirmou o incêndio em dezenas de casas em Sange, todas basicamente feitas de terra e palha. Já o acidente do caminhão teria acontecido por um excesso de velocidade.

O oficial comentou que a região está em luto e que havia muitas crianças, cerca de 60, entre os mortos.

A missão da ONU na RDC colocou à disposição dos serviços de resgate três helicópteros MI 17 para proceder às evacuações, e informou que ativou seus hospitais nas localidades de Uvira e Bukavu.

 
 
 
FONTE: FOLHA ONLINE

sábado, 19 de junho de 2010

Onda de calor de 600 ºC matou moradores de Pompeia, diz estudo



Uma pesquisa feita por cientistas italianos aponta que os habitantes da cidade de Pompeia, destruída por uma erupção do vulcão Vesúvio no ano de 79, morreram instantaneamente por uma onda de alta temperatura, e não sufocados por gases, como se pensava até agora.

O estudo, divulgado pela publicação científica "PLoS One", foi realizado por pesquisadores do Observatório Vesuviano, ligado ao Instituto de Geofísica e Vulcanologia de Nápoles.

Especialistas em vulcanologia e biologia examinaram estratos de cinzas no solo de Pompeia, moldes feitos com os restos dos corpos das vítimas guardados no museu da cidade e fragmentos de ossos.

"Os ossos apresentam microfraturas, mudança de cor e processo de cristalização, efeitos característicos de altas temperaturas", disse à BBC Brasil Giuseppe Mastrolorenzo, coordenador da pesquisa.

Segundo o vulcanologista, na primeira fase da erupção houve uma chuva intensa de pedras e cinzas que formou um estrato de 3 metros de altura.

"Muitos moradores da cidade morreram soterrados, e os que sobreviveram morreram na segunda fase, devido a uma onda de calor de 600 ºC, parecida com uma explosão atômica", disse.

"Todas as evidências indicam que as mortes foram causadas por exposição a altas temperaturas."

MORTE INSTANTÂNEA

De acordo com Mastrolorenzo, a posição em que as vítimas foram encontradas é uma das provas de que a morte foi instantânea.

"A posição dos moldes é a típica reação chamada cadaveric spasm ("espasmo cadavérico" em tradução literal do inglês, um enrijecimento muscular que ocorre no momento da morte), a posição vital na qual a pessoa foi atingida pela onda de calor", explicou.

"Por exemplo, o molde da mãe que ainda está com a criança no colo, o corpo do homem sentado no banheiro e as pessoas que repousavam ou dormiam."

"Em caso de morte por sufocamento, a agonia é maior, a pessoa fica consciente por mais tempo e se movimenta", disse o pesquisador.

Até agora se dava como certo, com base na posição dos corpos das vítimas, que os habitantes de Pompeia haviam morrido sufocados pelos gases da erupção. Mas não havia pesquisas para comprovar isso.

"Havia apenas a interpretação das posições das vítimas, considerando (as posições) como sendo fruto de uma agonia, mas (agora) demonstramos que a morte foi instantânea", disse Mastrolorenzo.

RISCO

O estudo também indica que a área de risco em torno do vulcão, baseada no cálculo da quantidade de cinzas depositadas, é maior do que se pensava.

"Observamos que o gás e a cinza podem conservar a alta temperatura em até 20 km de distância do vulcão. Pensava-se que onde havia pouca cinza o risco era menor. Verificamos, no entanto, que mesmo havendo pouco material, a temperatura pode ser muito alta e ser a principal causa de morte", explicou o vulcanologista.

Na avaliação do cientista, os dados da pesquisa podem ser usados para rever o atual plano de emergência da defesa civil em Nápoles.

O Vesúvio está situado a cerca de 10 km da cidade de Nápoles, uma das principais da Itália. Em torno do vulcão surgiram também diversas outras pequenas cidades.

Além do Vesúvio, Nápoles está muito próxima de um campo de atividade vulcânica chamado Campi Flegrei, e isto faz com que a região seja considerada como de alto risco.

Segundo os especialistas do Observatório Vesuviano, o risco vulcânico é calculado com base em vários fatores: a possibilidade de que haja uma erupção, o número de pessoas e habitações envolvidas e os bens culturais e as indústrias presentes na área.

"Cerca de 5 milhões de pessoas vivem no raio de ação deste vulcão. A maior parte das catástrofes que se registraram ultimamente ocorreram por um erro de cálculo do risco por parte da defesa civil ", disse Mastrolorenzo.

Segundo o vulcanologista, não é possível prever quando o vulcão pode entrar em atividade novamente, nem a intensidade da erupção. A última erupção do Vesúvio foi em 1944.

 
 
 
 
FONTE: FOLHA ONLINE / da BBC BRASIL

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Namorado e mordomo sempre serão suspeitos, diz ex de advogada morta




Advogado Mizael Bispo, que namorou Mércia Nakashima, fala ao G1.
‘Não fui eu que matei’, diz suspeito de crime; vítima foi achada em represa.



Considerado pela Polícia Civil de São Paulo o principal suspeito pela morte de Mércia Nakashima, seu ex-namorado, o advogado e policial militar aposentado Mizael Bispo, de 40 anos, declarou ao G1 que “sempre o namorado ou o ex é o principal suspeito, é como o mordomo.” Em entrevista feita por e-mail, ele respondeu nesta sexta-feira (18) a maioria das perguntas feitas pela reportagem e repassadas por seu advogado, Samir Haddad Júnior.

O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) trata a morte da advogada de 28 anos como assassinato e considera Bispo, que namorou com ela por mais de quatro anos envolvido com o crime. Para a investigação, ele teria tido a ajuda de mais outra pessoa. Um vigilante que conhece o advogado é procurado para prestar esclarecimentos. Ele sumiu depois de os bombeiros encontraram o corpo de Mércia. Bispo alega inocência.

Em 11 de junho, a advogada foi achada boiando, sem vida, numa represa em Nazaré Paulista, no interior do estado. No dia anterior, o carro dela, um Honda Fit prata, havia sido localizado e retirado das águas. Um pescador afirmou à polícia ter visto o veículo afundar e ver um homem não identificado sair do carro no dia 23 de maio, horas depois de Mércia deixar a casa dos avós em Guarulhos, na Grande SP. A testemunha é considerada chave para esclarecer o homicídio. Ela ainda disse ter ouvido dois gritos de mulher naquela noite de domingo.

Devido a isso, policiais do DHPP e peritos da Polícia Técnico-Científica querem realizar no dia 29 de junho a reconstituição do caso na mesma represa. A reprodução simulada será baseada no depoimento do pescador, que entrou no programa de proteção a testemunhas.

Por enquanto não há provas concretas da participação de Bispo no crime. O que a investigação tem são elementos que indicam que o advogado estava próximo de onde Mércia desapareceu e chegou a passar perto do local no qual ela foi encontrada morta com seu automóvel. Isso foi possível graças ao rastreador do carro do ex-namorado da advogada.

A causa da morte de Mércia ainda é desconhecida. O Instituto Médico Legal (IML) elabora um laudo a respeito. O Instituto de Criminalística (IC) também faz exames no veículo para encontrar alguma pista do suspeito.

A missa de sétimo dia da morte da advogada será às 8h de sábado (19) na Igreja Matriz de Guarulhos.



Leia abaixo trechos da entrevista:





G1 - Como soube da morte de Mércia Nakashima?

Mizael Bispo – Pelo meu advogado Samir Haddad Júnior.


G1- O que sentiu ao saber que sua ex-namorada morreu? No que tem pensado?

Bispo – Uma tristeza profunda.



G1 - Pensou em ir ao velório ou enterro dela?

Bispo – Isso seria uma insensibilidade da minha parte, muitas pessoas ainda acham que fui eu [quem cometeu o crime].



G1 - Pensa em visitar o túmulo de Mércia?

Bispo – No momento, infelizmente não posso fazer isso. Fica a doce lembrança.



G1 - Como tem passado esses dias ao saber que é considerado pela polícia o principal suspeito pelo desaparecimento e morte de Mércia? No que tem pensado?

Bispo – Dias muito difíceis. Eu fui feliz, e tinha uma vida feliz, com minha filha de 11 anos, e agora estou sendo provado.



G1 - Por quê acha que você se tornou o principal suspeito pelo crime?

Bispo - Sempre o namorado ou o ex é [SIC] o principal suspeito, é como o mordomo.



G1 - O que fazia perto da casa da avó de Mércia parado com o carro no estacionamento do hospital?

Bispo - Moro ali perto, sou um homem livre, ando onde quero e não devo nada para ninguém.



G1 - O que acha que possa ter acontecido com Mércia?

Bispo – Ela está morta e esse desígnio de Deus não conseguimos superar.



G1 - Ela tinha inimigos? Recebeu ameaças? Suspeita de alguém?

Bispo - Recebeu ameaças, está nos autos [do inquérito policial].



G1- Por quê deixou sua casa? Onde está ficando? Continua em Guarulhos?

Bispo – Estou na minha casa, minha única casa, e o delegado [Antônio Olim] sabe disso. É que picharam [o imóvel] e passei uns dias fora.



G1- Você está conseguindo seguir uma vida normal? Voltou a trabalhar?

Bispo – Minha vida tem sido um calvário, mas vai passar. Confio na justiça de Deus e [na] dos homens.



G1- O que gostaria de dizer aos parentes da sua ex-namorada?

Bispo – Que não fui eu que matei a Mércia.



G1 - Como era a relação de vocês? Mesmo sendo ex-namorados continuavam a se encontrar?

Bispo – Nos dávamos bem, ficamos juntos quatro anos e meio, não é pouco, e fomos sócios [num escritório de advocacia] também.



G1 – Amava Mércia?

Bispo – Sim, eu amei muito, e sinto muito sua falta.




FONTE: G1

domingo, 13 de junho de 2010

Cérebro se acostuma a efeitos da maconha, diz estudo




O consumo de maconha afeta o funcionamento do cérebro, mas o organismo é capaz de se acostumar com os efeitos, segundo estudo científico publicado nesta sexta-feira na Austrália.

Pesquisadores da Universidade de Wollongong afirmam que o principal componente ativo da maconha, o tetraidrocanabinol (THC), fica no corpo durante semanas, por isso o cérebro das pessoas que usam habitualmente a droga está sempre exposto à substância.

Os cérebros destas pessoas precisam fazer um maior esforço que outras pessoas que não consomem maconha para realizar as mesmas tarefas, e com o tempo chegam se habituar a isso, explicou o psicólogo clínico Robert Battista à rádio local "ABC".

Battista acrescentou que cérebro se dá conta de que as conexões tradicionais deixaram de funcionar e cria novas.



FONTE: FOLHA ONLINE / DA EFE
 
Notícia publicada em 11/06/2010.

sábado, 12 de junho de 2010

Entender como o cérebro funciona é a saída para esquecer um grande amor




Manter o cérebro ocupado ajuda a remediar a dor no "coração", segundo neurologista



Às vésperas do Dia dos Namorados, o especialista em neurologia comportamental da Universidade de Iowa, nos EUA, Antoine Bechara, veio ao Brasil para explicar como esquecer um grande amor. Sua teoria é baseada em estudos sobre mecanismos cerebrais, explicados no 6° Congresso Brasileiro de Cérebro Comportamento e Emoções, que acontece até sábado (12) em Gramado, no Rio Grande do Sul.

Quase todos os ensinamentos da vovó sobre como remediar uma desilusão amorosa são explicados por estudos sobre o cérebro, órgão que comanda os sentimentos e as emoções muito mais do que seu coração, que insiste em disparar quando você vê o dito cujo.

Um dos poucos conhecimentos populares que escapa da comprovação científica é que o tempo é o melhor amigo para quem quer esquecer alguém. Segundo Bechara, o tempo nem sempre ajuda, já que as emoções permanecem, principalmente se você insiste em lembrar os bons momentos que passaram juntos. “Existe um sistema dedicado do cérebro que liga na sua memória sensações à determinada emoção. E ela sempre volta, conscientemente ou não.”

E por que ainda sentir “borboletas no estômago” toda vez que vê seu antigo amor? Dois sistemas cerebrais que explicam. O primeiro é movido pela amígdala, responsável por respostas automáticas, as sensações como seu coração disparar e você ter frio na barriga. "Isso acontece porque seu corpo reage, a pessoa é vista por seu corpo como uma ameaça – você precisa ficar alerta", diz. A outra forma é no córtex pré-frontal, quando você lembra do amado, o que pode desencadear a mesma emoção, mesmo quando ele está a quilômetros de distância”.

Se tudo o que você quer é superar a situação, essas sensações causam desconforto, por isso o cérebro fica em conflito. De um lado, circuítos cerebrais mantêm o amor aceso; de outro, a necessidade de seguir em frente. “Aí vai do que é mais forte no seu cérebro. Se as recordações ruins forem mais fortes, elas irão ganhar a 'luta' na sua cabeça”, explica.

O efeito de um fora

O neurologista destaca que, em diversos casos, se você levou um fora, é possível que fique mais apaixonada ainda. Isso acontece porque, quando nos privamos de algo, nosso corpo sente maior necessidade de ter aquilo. “Quando você se vê sem o controle da situação, você deseja mais aquilo, é como quando somos privados de comida, por exemplo”.

Ele lembra que fome, amor, sede etc. são circuitos similares e que se sobrepõem no cérebro. “Uma analogia é comparar com o paladar. São quatro sabores primários, mas existem infinitos sabores dependendo das combinações que são feitas. O mesmo ocorre com as emoções”.

Ainda assim, Bechara é um otimista. “Acredito que o 'coração' sempre toma as melhores decisões. Nem sempre racionalizar tudo resolve os problemas”, enfatiza. Apesar disso, se o coração não ajuda, é racionalizando que podemos, pelo menos, nos livrar do problema.

Veja as dicas do neurologista para esquecer um grande amor

Só lembre das coisas ruins. Nada da história de que defunto posto, só sobram as boas ações. Recorde-se de quando ele esqueceu o aniversário de namoro e de todas as mancadas que ele dava. Quanto mais forte forem os pensamentos negativos, mais fácil será superar o fim do relacionamento

Mude o foco da sua atenção. Nada de pensar no cara o dia todo. Se possível, arranje um novo namorado logo para que ele seja sua nova prioridade. “Não vejo razão neurológica para afirmar que é melhor superar uma relação sozinho e não com outra pessoa. Esse é o caminho mais difícil, e por que escolhê-lo, então?”, pergunta Bechara

Não vá a lugares e se coloque em situações que lembrem o ex. Se ele não está na sua frente, para que trazê-lo sempre com você?

Mantenha o cérebro ocupado. Comece um hobby, distraia-se com outras coisas e evite sempre pensar nele

A distância, e não o tempo, é um dos melhores amigos para superar alguém. É muito mais difícil esquecer a pessoa se você a vê todos os dias, e todas as sensações e emoções voltam à tona com frequência. “Tenha sempre em mente que o amor é como o vício, você é sempre vulnerável”, diz o neurologista. Neste caso não existe ex, por isso, fique sempre longe do primeiro gole, ou da primeira troca de olhares





FONTE: UOL / Lilian Ferreira* - De Gramado 
* A editora-assistente viajou a convite da organização do evento

Notícia divulgada em 11/06/2010